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TJMA empossou cinco juízes substitutos nesta quarta-feira (1º)

Os cinco novos juízes substitutos foram nomeados nesta terça-feira (31) e a cerimônia de posse ocorrerá nesta quarta-feira (1º). Foto: Ribamar Pinheiro

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Cleones Cunha, empossou cinco novos juízes substitutos nesta quarta-feira (1º). A solenidade de posse ocorreu às 11h, na Sala das Sessões Plenárias, após Sessão Plenária Administrativa do colegiado.

Os novos magistrados são Nelson Luiz Dias Dourado Araújo, Cinthia de Sousa Facundo, Arianna Rodrigues de Carvalho Saraiva, Bruno Barbosa Pinheiro e Danilo Mendes de Santana. Os atos de nomeação foram assinados pelo presidente do TJMA nesta terça-feira (31).

Em outro momento, os juízes deverão escolher para titularização uma entre 16 comarcas de entrância inicial vagas no Estado, em audiência pública, obedecendo à ordem de classificação. Atualmente encontram-se vagas as comarcas de Santa Quitéria, Mirinzal, Tasso Fragoso, Cândido Mendes, São Domingos do Azeitão, Governador Nunes Freire, São João Batista, Sucupira do Norte, Passagem Franca, São Vicente Férrer, Guimarães, Alto Parnaíba, Turiaçu, Urbano Santos, Paraibano e Loreto.

O concurso público do TJMA foi lançado em 2 de outubro de 2012, para o preenchimento de 31 vagas e formação de cadastro de reserva para o cargo de Juiz de Direito Substituto de Entrância Inicial. Os juízes nomeados já são da lista de excedentes às primeiras 30 vagas.

Assessoria de Comunicação do TJMA

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Em Presidente Dutra, Ministério Público faz prefeito assinar um Termo de Ajustamento de Conduta para melhorar a educação da cidade

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Acordo para melhoria das unidades escolares foi proposto pelo Ministério Público

Com o objetivo de proporcionar melhorias estruturais em todas as escolas e creches do município de Presidente Dutra, o Ministério Público do Maranhão firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em 27 de abril, com o referido Município para a efetivação de medidas necessárias para a adequada oferta de ensino público aos alunos da rede municipal.

Além do promotor de justiça Rosalvo Bezerra de Lima Filho, que formulou o TAC, o acordo foi assinado pelo prefeito Juran Carvalho de Souza, pelo secretário municipal de Educação, Jurivaldo Carvalho de Souza, pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Presidente Dutra e Região (Sintespem), Ivaldo lopes Passos, e pelo presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Maranhão (Fetracse), Gilvan Freire Júnior.

Foram previstas no acordo reformas estruturais nas escolas José Gomes Cabral (povoado Angical), Unidade Integrada Tereza de Oliveira, Unidade Escolar Ptrefeito Remny Alves Soares, Unidade Integrada Professor João Martins Neto, Unidade Integrada José Ribamar Fiquene, São Francisco das Chagas (localizada no povoado Maria Preta), Wabner Américo de Oliveira, Joana Lima de Macedo, Gonçalves Dias, São Jorge (povoado Palma), Jaime Ferreira (povoado Calumbi), Firmina Soares (povoado Firmino).

Outros estabelecimentos também elencados para a efetivação de melhorias foram as creches Francisca Fernandes e Isabel Cafeteira.

Para as escolas estão previstas a construção de novas salas e de quadras desportivas, melhorias nos banheiros, reparos no piso, retelhamento, pintura e outros serviços de manutenção.

O Município se comprometeu a construir, nas creches, novas salas de aula, área de recreação e depósito para o armazenamento de alimentos, além de trocar os pisos e realizar outros serviços de manutenção e pintura.

A prefeitura também deve a dotar as escolas de biblioteca e laboratório de informática. As salas de aula devem ser climatizadas, as instalações físicas devem possuir acessibilidade e adequado esgotamento sanitário.

Todo o material escolar e fardamento deve ser oferecido gratuitamente aos alunos no início de cada ano letivo.

Toadas as medidas devem ser efetivadas até o início do ano letivo de 2017.

No prazo de 60 dias, o Município deve, ainda, garantir serviço de vigilância nas escolas e adequada oferta de merenda escolar.

Em caso de descumprimento ficou estabelecido o pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil, a ser paga de forma solidária pelos responsáveis pelo cumprimento das obrigações.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)

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Presidente do TJMA empossa novo juiz de Timbiras

A posse ocorreu no Gabinete da Presidência (Foto: Ribamar Pinheiro)

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Cleones Cunha, empossou, na manhã desta segunda-feira (30), o novo juiz da Vara Única de Comarca de Timbiras, Carlos Eduardo de Arruda Mont’Alverne.

O magistrado foi promovido pelo Pleno do TJMA pelo critério de merecimento. Ele atuava há dois anos na Comarca de Alto Parnaíba. O termo de posse foi lido pela diretora-geral do Tribunal de Justiça, juíza Isabella Lago.

Na magistratura desde o ano de 2009, Carlos Eduardo de Arruda Mont’Alverne – enquanto juiz substituto – passou pelas comarcas de Codó, Coelho Neto, Paulo Ramos, Timon, Vitorino Freire, tendo já atuado, também, em Timbiras.

“Pretendo continuar atuando com o mesmo empenho e responsabilidade, realizando projetos sociais com vistas a renovar o sentimento de Justiça na comarca”, ressaltou.

O desembargador Cleones Cunha desejou sucesso ao magistrado no novo desafio profissional.

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Não aguentou e pediu pra sair – Após revelação de conversa em que critica a Lava Jato, ministro da Transparência pede demissão

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, pediu demissão na noite desta segunda-feira. Sob pressão desde a revelação, ontem à noite, de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em que faz críticas à Operação Lava Jato e dá conselhos a Renan Calheiros, Silveira foi convidado nesta segunda-feira pelo presidente interino Michel Temer a permanecer no cargo, mas decidiu deixá-lo.

Temer ainda não decidiu quem assumirá a pasta da Transparência. É o segundo ministro do governo interino que cai após a revelação de diálogos gravados por Machado, que fechou acordo de delação premiada. Apenas uma semana atrás, conversas com o ex-chefe da Transpetro derrubaram Romero Jucá (PMDB-RR) do Ministério do Planejamento.

Na decisão tomada por Silveira nesta segunda-feira, pesou a forte pressão dos servidores do órgão. Ao longo do dia, os chefes das 26 Controladorias Regionais da União anunciaram que estavam colocando os cargos à disposição, assim como uma série de servidores que ocupavam funções de confiança.

O sindicato dos servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão que deu origem ao ministério, promoveu protestos na frente do Palácio do Planalto e na sede do ministério em Brasília. “O Sr. Fabiano não preenche os requisitos de conduta para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e pelo combate à corrupção”, disse a Unacon Sindical.

Em nota, a representação da Transparência Internacional no Brasil rompeu relações com o governo brasileiro, cobrou a demissão do ministro e pediu a investigação dos indícios de que Silveira aconselhou alvos da Lava Jato sobre como se defender das apurações. “O governo deve garantir que quaisquer membros do ministério envolvidos em corrupção ou trabalhando contra o curso das investigações sejam exonerados”, diz a nota. “Não deve haver impunidade para os corruptos e nem acordos a portas fechadas. É decepcionante que o ministro encarregado da transparência esteja agora sob suspeita, como parte de uma operação abafa”, disse, na nota, Alejandro Salas, Diretor para as Américas da Transparência Internacional.

Na sua carta de demissão, o ministro afirmou que aceitou o cargo para assumir a Transparência “imbuído dos melhores propósitos” e que possui “trajetória de integridade no serviço público e não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas”.

“A situação em que me vi involuntariamente envolvido – pois nada sei da vida de Sergio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação – podeira trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico. Não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta, avalio que a melhor decisão é deixar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle”, explica o agora ex-ministro.

Ele diz que “jamais intercedeu” junto a órgãos públicos em favor de terceiros – como sugere a gravação, ele teria buscado informações sobre a investigação contra Renan Calheiros. “Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa”, afirma.

Ele negou ter tentado orientar a defesa dos investigados, afirmou que não foi convocado para nenhuma reunião e nem sabia da presença de Sergio Machado na conversa. Segundo ele, o contexto da conversa gravada era de “informalidade” com pessoas que “se diziam a todo instante inocentes”.

“Não há em minhas palavras nenhuma oposição aos trabalhos do Ministério Público ou do Judiciário, instituições pelas quais tenho enorme respeito”, alegou. “Foram cometários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos.”

Fabiano Silveira é consultor legislativo do Senado para direito penal, processual penal e penitenciário. Ele havia sido conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público, entre 2011 e 2013, e ouvidor-geral do Conselho Nacional de Justiça, entre 2015 e 2016, época em que as conversas foram gravadas.

Fonte: veja.abril.com.br

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Professor Roberto Brandão é reeleito para o cargo de Reitor do IFMA para o quadriênio 2016/2020

Roberto Brandao copyCom 40,62% dos votos, Roberto Brandão foi reeleito para o cargo de reitor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) no quadriênio 2016/2020. A Comissão Eleitoral Central, através do Aviso 71/2016, expedido na quinta (26), homologou o resultado final do processo de consulta pública que escolheu, ainda, diretores-gerais de 18 campi.“Conquistamos 58,31% dos votos válidos e agradeço à comunidade pela confiança depositada”, disse Brandão. “A nossa reeleição, acima de tudo, é uma forma de avaliação positiva do trabalho desenvolvido e que nos credencia a continuar a fazer cada vez mais por um IFMA melhor”, complementou.

Para o reitor, o grande desafio do novo período de gestão será consolidar o IFMA como projeto vencedor de educação profissional e tecnológica no estado. “Vamos continuar conduzindo os rumos da instituição com o mesmo compromisso já demonstrado, com seriedade, transparência e compromisso social de forma a possibilitar aos maranhenses melhores indicadores sociais e de qualidade de vida”, prosseguiu.

Ainda segundo ele, a habilidade de gestão, o planejamento e as ações estratégicas são determinantes. “Devemos nos centrar em ações estruturantes na proposta pedagógica, na política de pesquisa e de extensão, além de dotar o IFMA de condições para estar sempre preparado para evolução constante imposta pela sociedade”, continuou. “Vamos incentivar sempre o fortalecimento dos Órgão Colegiados como agentes estruturantes do IFMA e definidores de políticas institucionais, fruto do debate e da contribuição da comunidade acadêmica”, concluiu.

Dados atualizados

De acordo com os dados atualizados da Comissão Eleitoral Central, a votação realizada na segunda-feira (23) em 56 polos contou com a participação de 11.206 eleitores, sendo 9.008 estudantes, 1.081 professores e 1.117 técnicos administrativos. A eleição contabilizou 10.031 votos válidos.

Os demais candidatos a reitor (Adroaldo Almeida, Francisco Sousa e Ronaldo dos Santos) alcançaram, juntos, 22,38% do total de votos. Brancos e nulos totalizaram 6,41%. A abstenção foi de 30,59%.

A Comissão Eleitoral também atualizou os dados da disputa no Campus Monte Castelo. Cláudio Leão Torres obteve a vitória com o índice de 25,29% dos votos. O segundo colocado (Ebenezer Araújo) obteve 21,66%. Em votos absolutos, a diferença foi de apenas três votos, mas a contabilização se dá através da fórmula TVcn. Confira aqui na matéria “Como são definidos os eleitos”. Os demais candidatos (Wallace Cruz, Agenor Almeida Filho e Carlos Tinoco Silva) contabilizaram, juntos, 12,75%. Votos brancos e nulos: 2,32%. Abstenção de 37,68%.

Houve atualização de dados dos campi Barra do Corda (com o índice de 71,74% dos votos para Marinete Lobo), Centro Histórico (Paulo Batalha Gonçalves, com 40,61%) e Zé Doca (Davina Chaves com 47,27%).

Foram eleitos, ainda, os diretores-gerais: Werbet Ferreira (Açailândia), Edalton Reis (Alcântara), Valdir Damascena (Barreirinhas), Maron Gomes (Bacabal), Vilson de Almeida (Buriticupu), João da Paixão (Caxias), Wady Castro Junior (Codó), Saulo Cardoso (Imperatriz), Lucimeire Cardoso (Maracanã), Vandeberg Araújo (Pinheiro), Aristóteles de Almeida (Santa Inês), Elissandro da Silva (São João dos Patos), Jânio Silva (São Raimundo das Mangabeiras) e Jackellyne Dutra (Timon).

Portal IFMA

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Primeiro dia de inscrições no Sisu registra mais de 259 mil candidatos

Candidatos a vagas em instituição pública podem fazer a inscrição; prazo vai até quinta-feiraO número de inscritos na segunda edição do ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) chegou a 259.743 estudantes às 18 horas desta segunda-feira, 30, primeiro dia de inscrições. Os candidatos a vagas na educação superior pública podem fazer a inscrição até 23h59 de quinta-feira, 2 de junho (horário de Brasília).

Na edição deste segundo semestre, o Sisu oferece 56.422 vagas em 65 instituições públicas de educação superior. O número de inscrições atingiu 500.451 – cada estudante pode fazer até duas opções de curso. Os resultados serão divulgados em 6 de junho, em uma única chamada.

Por meio do Sisu, sistema informatizado do Ministério da Educação, instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar da edição deste segundo semestre, é preciso ter feito o Enem de 2015 com nota acima de zero na redação.

Ao longo do período de inscrições, o sistema on-line informará diariamente a nota de corte e o candidato poderá alterar suas opções de curso. O resultado será divulgado na segunda-feira, 6 de junho. Os convocados poderão fazer as matrículas nos dias 10, 13 e 14 próximos.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente na página do Sisu na internet.

Assessoria de Comunicação Social

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Escolas Estaduais de Codó continuam sem vigilantes e bandidos aproveitam

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Escola de Ensino Médio – Reitor Ribamar Carvalho, localizado na Trizidela

Ainda não consegui encontrar uma explicação óbvia para o tratamento dado pelo Governo do Estado aos estudantes do Maranhão, um ano e seis meses se passaram e os problemas de gestão e fracasso na estrutura educacional é bem visível. Quando entrarmos nesses estabelecimentos, percebemos o descaso com a segurança dos estudantes. Há quase dez meses, foi criado um impasse entre os vigilantes, empresa prestadora do serviço e governo, que com salários atrasados e sem perspectivas de melhoras os profissionais e pais de família abandonaram dos postos de serviços.

Na capital, bandidos estabeleceram em alguns bairros, onde haverá ou não aula, o crime aterroriza professores e alunos com ameaças de invasões.

Em Codó, as principais escolas estaduais ( Reitor Ribamar Carvalho, Luzenir Matta Roma, Complexo Renê Bayma, Lúcia Bayma e Colares Moreira) estão sob forte risco de crimes de dimensões imensuráveis, em  Codó bandidos já invadiram escolas para praticarem assaltos levando o medo e insegurança para os estudantes. Na escola Reitor Ribamar Carvalho, que fica localizada na Trizidela, os estudantes procuraram o Blog do Bezerra, para denunciar o fato de bandidos entrarem armados e permanecerem dentro da quadra da escola como se nada tivesse acontecendo, chegando até a efetuarem disparos.

Queríamos perguntar até quando este descaso permanecerá?

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Venda fictícia bancou eleição de Waldir Maranhão

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SÃO LUÍS E RIO – Alçado à presidência interina da Câmara após o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no início do mês, Waldir Maranhão (PP-MA) mentiu à Justiça Eleitoral maranhense num processo de investigação de suas contas eleitorais, o que pode, agora, criar-lhe novos problemas jurídicos e agravar sua situação política — fragilizada a ponto de impedir que ele consiga presidir uma simples sessão ordinária sem ser alvo dos protestos de seus pares.

Para explicar os recursos arrecadados para a campanha de 2010, Maranhão informou à Justiça Eleitoral ter doado para si mesmo R$ 557,6 mil, ou 68% do custo total. No processo aberto para apurar possíveis irregularidades na prestação de contas, o parlamentar afirmou que vendeu sua casa, em um dos bairros mais nobres de São Luís. Mas, como O GLOBO constatou, o imóvel nunca deixou de estar em nome do deputado e de sua mulher, a pedagoga Elizeth Azevedo, e é o local onde o casal vive até hoje. De acordo com especialistas, o parlamentar pode ser alvo de uma ação criminal ou eleitoral por fraudar as contas de campanha.

Desde que assumiu a presidência interina da Câmara, Maranhão vive a insólita situação de não poder desempenhar suas funções. No capítulo mais surpreendente do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, o deputado anulou na véspera a sessão de votação na Câmara, mas, poucas horas depois, voltou atrás. Sua atitude gerou revolta, e, desde então, ele vive sob os protestos de colegas, que já gritaram “Fora, fora, fora”, expulsando-o do plenário. Nos bastidores, há uma articulação para esvaziar os poderes do presidente interino.

Em 2010, Waldir Maranhão empregou R$ 821,7 mil em sua tentativa de se reeleger deputado, sendo R$ 557,6 mil de recursos próprios. Os números chamaram a atenção do Ministério Público Eleitoral (MPE) pelo fato de o parlamentar ter declarado possuir um patrimônio de apenas R$ 16,5 mil.

SUPOSTO COMPRADOR É ALIADO

Nos autos do processo sobre a prestação de contas, Maranhão argumentou que obteve empréstimo de R$ 98 mil do Banco do Brasil e que o restante veio da remuneração que recebeu ao longo dos anos como parlamentar e secretário de Ciência e Tecnologia do Maranhão, no governo de Roseana Sarney. Segundo a defesa do deputado, esse dinheiro não apareceu na declaração de bens à Justiça Eleitoral porque houve erro quando seu partido preencheu o registro de candidatura.

No entanto, diante da desconfiança dos promotores, Maranhão mudou a versão. Disse que, além do empréstimo, a renda veio também da venda de sua casa, no número 370 da Alameda Campinas, em Olho D’Água, por R$ 550 mil, a João Martins Araújo Filho. Chegou a apresentar uma promessa de compra e venda do imóvel assinada por ambos.
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Os vínculos entre Maranhão e Martins não são poucos. Em dezembro de 2009, o parlamentar era secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, quando nomeou Martins para o cargo de superintendente de Educação Superior e Profissional. Em 2010, o suposto comprador da casa doou R$ 11 mil à campanha do deputado. Hoje, Martins preside a Comissão Setorial de Licitação da Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) do Maranhão, órgão onde estão lotados outros seis doadores de campanha de Maranhão e duas irmãs do parlamentar.

A explicação não convenceu, e a Justiça Eleitoral desaprovou suas contas eleitorais. O Ministério Público entrou com uma representação pedindo a perda de seu mandato, pela não comprovação da origem de parte dos recursos financeiros arrecadados em 2010.

A defesa alegou que o pagamento pela venda da casa seria feito em três parcelas. No entanto, o sigilo bancário de Maranhão foi quebrado, e não havia nenhum repasse dos valores. Outra evidência da fraude é que o imóvel continua no nome do parlamentar e da mulher, conforme documento obtido pelo GLOBO no 1º Registro de Imóveis de São Luís.

Num primeiro contato, o advogado de Maranhão, Michel Saliba, alegou que a efetivação da compra no cartório é obrigação do comprador:

— O registro é só um detalhe. Hoje, os custos são muito altos, o que inibe as pessoas de fazer. Isso é algo que valeria, inclusive, uma reportagem. Mas, enfim, se o comprador não fez, não é culpa do deputado.

Porém, o próprio parlamentar voltou a declarar o imóvel à Justiça Eleitoral em 2014. Em um segundo contato, o advogado alegou não saber da informação e que pode ter havido um erro:

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— O fato de constar na declaração pode ter sido um mero equívoco do contador.

O GLOBO foi ao número 370 da Alameda Campinas na última quarta-feira e, ao chegar lá, deparou-se com um Toyota Hilux 4X4, com a placa JHO-0934, de Brasília, estacionado em frente ao endereço. O veículo, com essa mesma placa, foi declarado por Maranhão na campanha de 2010, à época com valor de R$ 160 mil.

Ao pedir para falar com Maranhão ou a mulher, O GLOBO confirmou que os dois moravam no imóvel e foi avisado de que eles não estavam em casa. Um funcionário disse não saber a que horas os dois voltariam e anotou o número de contato do GLOBO. O presidente interino da Câmara e a mulher não retornaram.

Após inúmeros recursos, os promotores pediram, e o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) arquivou o caso em 2015 — não porque o deputado tenha provado a origem do dinheiro, mas porque o mandato dele já havia terminado em 2014. Sem mandato para ser cassado, houve perda de objeto. Por conta disso, o caso nunca chegou a ser julgado.

‘NÃO RESPONDE A PROCESSO’

Procurado pelo GLOBO por e-mail, Maranhão não tratou das evidências de que prestou informações falsas à Justiça Eleitoral. Limitou-se a dizer que não responde a processo:

“A assessoria de imprensa da presidência da Câmara informa que o presidente Waldir Maranhão não responde a qualquer processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Em sessão realizada em maio de 2015, o pleno do tribunal decidiu que a ação que pesava contra o parlamentar teve perda de objeto e, por isso, foi arquivada. O próprio MPE — autor da ação contra o parlamentar — admitiu a perda de objeto da ação, já que pedia a perda do mandato obtido em 2010”, diz a nota enviada pela assessoria.

Diante das evidências de que não houve a venda da casa, especialistas afirmam que o parlamentar ainda pode sofrer processos, mesmo depois de o TRE do Maranhão ter arquivado o caso. Para a procuradora Silvana Batini, professora da FGV Direito Rio, há suspeita de crime de falsidade ideológica para fins eleitorais:

— Mesmo que o documento (a promessa de compra e venda apresentada por Maranhão no processo) seja materialmente verdadeiro, a ideia que ele expressa foi inventada. Isso expressa o crime eleitoral de falsidade ideológica, com a pena de até cinco anos de prisão. Como ele é deputado federal, se ele fosse responder por esse crime, seria no Supremo Tribunal Federal, porque, independentemente da natureza do crime, ele vai responder sempre no STF — disse.

Para Silvana, não caberia uma ação de natureza fiscal, porque, por jurisprudência do Supremo, só há crime de sonegação se a Receita Federal afirmar que houve sonegação; mas, como o órgão tem cinco anos para chegar a essa constatação, prazo que já passou, não haveria como processá-lo.

Para Eduardo Nobre, sócio fundador do Instituto de Direito Político e Eleitoral (IDPE) e advogado do escritório Leite, Tosto e Barros, apesar de o processo de 2010 ter sido extinto, se for comprovada a fraude, ainda pode haver consequências para o deputado:

— Se ele disse na declaração de 2014 que possuía um imóvel que havia declarado ter vendido em 2010, ele pode estar incorrendo, em tese, em falsidade eleitoral. É algo que pode ser levantado — afirmou o especialista.

Outra questão ressaltada por Nobre é uma possível implicação criminal:

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— A divulgação de que há essas divergências nas declarações do deputado pode provocar o Ministério Público a abrir um inquérito para apurar um suposto crime fiscal. Pode ser pedida a quebra de sigilo do parlamentar para que possa ser verificado o que ele efetivamente declarou para a Receita Federal.

O GLOBO pediu ainda explicações a João Martins Araújo Filho, mas não houve resposta. A equipe do jornal encontrou-o em seu local de trabalho, mas ele se negou a falar sobre o caso.

— Eu não sou obrigado a dar nenhuma declaração para a imprensa — disse, expulsando O GLOBO de sua sala na Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano.

Fonte: Jornal O Globo

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Dilma diz à Folha que Cunha manda em governo Temer e que causa real de impeachment é parar Lava Jato

(Reuters) – A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada neste domingo, que a divulgação de conversas gravadas de caciques do PMDB revela que a real intenção do impeachment era obstruir a operação Lava Jato, e que o presidente suspenso da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem influência central sobre o governo interino de Michel Temer.

“Eles (áudios) mostram que a causa real para o meu impeachment era a tentativa de obstrução da operação Lava Jato por parte de quem achava que, sem mudar o governo, a ‘sangria’ continuaria”, disse Dilma na entrevista, em referência à expressão “estancar a sangria” usada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) em conversa gravada pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado como parte de um acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato.

Após a divulgação do áudio na semana passada, Jucá deixou o comando do Ministério do Planejamento até que o Ministério Público se manifeste sobre a conversa. Ele nega qualquer irregularidade. Também foram gravados por Machado em conversas sobre a Lava Jato o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da República José Sarney.

Na entrevista ao jornal paulista realizada no Palácio da Alvorada, onde trabalha com assessores para tentar voltar à Presidência, Dilma afirmou também que o governo do presidente interino Michel Temer terá “de se ajoelhar” a Cunha, apesar de o deputado ter sido afastado de seu mandato por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Podem falar o que quiserem: o Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer. Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura (deputado ligado a Cunha e líder do governo Temer na Câmara). Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha”, afirmou.

Em resposta às declarações de Dilma, Cunha rebateu neste domingo por meio do Twitter afirmando que a presidente afastada “demonstra a sua incapacidade e despreparo” para governar, e que a sua gestão “foi um desastre”.

“Além do crime de responsabilidade cometido e que motivou o seu afastamento, as suas palavras mostram o mal que ela fez ao país. O custo da reeleição de Dilma para o povo brasileiro já está em 303 bilhões (de reais) de déficit público, além de uns 700 bilhões (de reais) de juros da dívida”, afirmou.

Dilma foi afastada da Presidência em 12 de maio, por até 180 dias, após a decisão do Senado de instaurar um processo de impeachment contra ela. A presidente é acusada de crime de responsabilidade por atrasos de repasses do Tesouro ao Banco do Brasil por conta do Plano Safra, as chamadas pedaladas fiscais, e pela edição de decretos com créditos suplementares sem autorização do Congresso.

Para a defesa, as pedaladas não constituíram operação de crédito junto a instituições financeiras públicas, o que é vedado pela lei, e os decretos serviram apenas para remanejar recursos, sem implicar em alterações no volume de gastos.

 

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Nenê marca dois, e Vasco vence Bahia em jogo emocionante em São Januário

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Em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, Vasco e Bahia promoveram um grande jogo em São Januário, com 7 gols marcados. Ao vencer por 4 a 3, o Gigante da Colina mantém a liderança da competição com 12 pontos conquistados. Os gols vascaínos foram marcados por Nenê (2), Luan e Thalles.

O próximo jogo do Cruzmaltino será contra o Oeste, dia 31, às 21h30, na Arena Barueri, em São Paulo.

O JOGO

Eficiente. Assim pode ser classificado o primeiro tempo do Vasco, contra o Bahia, em São Januário. Empurrado pela sua torcida, o Gigante da Colina começou a partida pressionando o adversário no setor defensivo, marcando a saida de bola e criando lances de perigo.

Antes do primeiro gol do Cruzmaltino, o time baiano assustou em contra-ataque rápido. Hernane desceu em velocidade e tocou para Danilo, que devolveu para o atacante. O jogador bate para o gol, mas Marcelo Mattos consegue travar na hora certa e jogar para escanteio.

O primeiro gol vascaíno saiu dos pés de Thalles, que completou a sua centésima partida com a camisa do clubes neste sábado (28/05). Em lançamento excepcional de Julio dos Santos aos 17 minutos, Yago Pikachu invade área, consegue se antecipar ao goleiro Marcelo Lomba e toca de cabeça para o atacante, que só escora para o fundo do gol. Em seguida, quase o segundo. Eder Luis soltou uma pancada de fora da área e acertou a trave. No rebote, Nenê tenta completar para o gol, Lomba faz a defesa, mas a arbitragem já havia parado o gol assinalando impedimento.

O segundo gol do Gigante da Colina saiu de uma bola parada, grande arma do time. Aos 39 minutos, Nenê cobrou escanteio na área, Thalles cabeceou à queima-roupa, Marcelo Lomba salvou e, no rebote, Luan só completou para o fundo da rede. O Bahia ainda colocou uma bola na trave com o Renato Cajá no fim do primeiro tempo, mas não conseguiu superar o bom primeiro tempo dos vascaínos. Vasco 2×0 Bahia.

Com mudanças no intervalo, o Bahia surpreendeu o Vasco logo no início do segundo tempo. Em contra-ataque rápido aos quatro minutos Renato Cajá acha João Paulo, que cruza de primeira para a área. Hernane domina mal, mas Luisinho aparece para finalizar e diminuir para os visitantes. Pouco tempo depois, os baianos começaram a pressionar o Gigante da Colina e conseguiram empatar a partida. Em boa jogada ofensiva, Hernane sai da área e abriu pra Tinga na lateral, que cruzou para Danilo Pires empatar a partida.

Mas, o craque decide. E não foi diferente desta vez. Dois minutos depois do empate, Yago Pikachu inicia linda jogada pela direita, deixando o marcador João Paulo para trás e toca para Nenê. O camisa 10 ajeitou, olhou e marcou um golaço de fora da área, colocando o Gigante da Colina novamente a frente do placar.

Impossível no segundo tempo, o armador fez a diferença. Aos 33 minutos, Nenê marca um golaço de falta, sem defesa para Marcelo Lomba. Vasco 4×2 Bahia. Os adversários ainda diminuiram no final em confusão na área do Gigante da Colina. Aos 44 minutos, após cobrança de escanteio, a defesa não consegue afastar o perigo, e Bruno Gallo acaba marcando contra.

FICHA TÉCNICA – VASCO 4X3 BAHIA

Competição: 4ª rodada – Campeonato Brasileiro – Série B
Local: São Januário, Rio
Data: 28 de maio de 2016
Horário: 16h (Horário de Brasília)
Público presente: 9.014 / Pagantes: 7.757
Renda: R$ 260.510
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira
Assistentes: Pablo Almeida da Costa e Sidmar dos Santos Meurer
Cartões amarelos: Thalles, Jorge Henrique e Julio dos Santos (Vasco) / Hernane, Luisinho (Bahia
Gols: Thalles (17’/1º Tempo), Luan (39’/1º Tempo), Nenê (21’/2º Tempo e 33’/2º Tempo) – Vasco / Luisinho (04’/2º Tempo), Danilo Pires (19’/2º Tempo) e Bruno Gallo (contra – 44’/2º Tempo) – Bahia

VASCO: Jordi; Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos (Bruno Gallo), Éder Luís (William) e Nenê; Jorge Henrique e Thalles (Caio Monteiro). Técnico: Jorginho

Bahia: Marcelo Lomba; Tinga, Lucas Fonseca, Jackson e João Paulo; Feijão, Danilo Pires, Paulo Roberto (Luisinho) e Renato Cajá (Gustavo Blanco); Thiago Ribeiro (Edigar Junio) e Hernane. Técnico: Doriva

Fonte: Site Oficial do Vasco