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Analfabetismo ainda é um desafio que poucos querem assumir – Maranhão é segundo com maior número de analfabetos no país

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou recentemente uma pesquisa que aponta que o estado do Maranhão ocupa a 2ª colocação no ranking nacional, atrás apenas do estado de Alagoas, dados que nos entristece e reafirma o que temos divulgado na cidade de Codó, que não vive um cenário diferente do estadual. Muitas políticas educacionais anunciadas estão apenas no papel, o assunto Educação ainda é tratado como um mercado e um jogo de interesses e maquiagem de dados.

Quando uma pesquisa como esta é divulgada, o atual governo não assume que tem sua parcela de contribuição e joga a culpa no grupo político que o antecedeu. Dos 217 municípios maranhenses, há cidades em que,  ter uma escola ainda é artigo de luxo, e quando há a edificação (prédio), as condições de trabalho ofertada aos professores são as mínimas possíveis.

Serviços indiretos como o de segurança para alunos e professores ainda anda longe de ser o ideal,  em Codó algumas escolas estaduais nem segurança têm. Até pouco tempo atrás assaltos e vandalismos eram registrados de dentro dos estabelecimentos. E olha que Codó é a quinta ou a sexta cidade mais importante para o estado. Imaginem vocês como devem estar a educação para as cidades que estão da centésima posição pra frente!!

Os números são significantes para quem deseja combater o analfabetismo. 16,7% da população com faixa etária a partir dos 15 anos no Maranhão não sabem ler, esse fracasso é reflexo dos desmandos dos últimos 50 anos, isso é notório em um estado que teve pouca rotatividade de Poder, e quando houve, as políticas não foram eficientes e sequenciais, ou seja, uma ação iniciada por um governo quase sempre não foi seguida pelos sucessores.

Em Codó, ao longo dos últimos dez anos além do analfabetismo não ter sido projeto prioritário de nenhum governo, ainda há os que brincam de fazer Política Educacional. Por exemplo, combater o analfabetismo é oportunizar o acesso à leitura, pois bem, qual foi o governo que incentivou estas práticas com ações efetivas? Nenhum, muito pelo contrário os espaços de leitura foram limitados os acessos dos estudantes, como por exemplo o fechamento da única biblioteca pública municipal de Codó, que antes funcionava até as 21h e atualmente o horário de funcionamento não passa das 18h, tal fechamento se deu em função da redução do consumo de energia e corte no número de funcionários. Isso é investir em políticas de leitura?

As escolas de Ensino Fundamental, em sua maioria não possuem espaços de leitura, os livros paradidáticos geralmente ficam escondidos dos alunos em depósitos empoeirados ao invés de estarem em estantes ou prateleiras bem acessíveis aos alunos. Por isso é difícil imaginar que, a médio prazo possamos sair desse abismo.

Bezerra

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