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Mais de 70% dos professores do país desconhecem métodos para dar estímulo a alunos

25/06/2015. Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF.  Qualidade das aulas nas escolas públicas. Kevin Batista (boné) e Icaro Veloso Siqueira.

25/06/2015. Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil. Brasília – DF. Qualidade das aulas nas escolas públicas. Kevin Batista (boné) e Icaro Veloso Siqueira.

Entrevistador: Você gosta de ir à aula?
Aluno:   — Depende do professor.

A resposta é recorrente entre os estudantes das escolas do Distrito Federal. Eles associam o interesse pelo conteúdo diretamente às estratégias metodológicas dos educadores. O modelo de “chefe” com conhecimento passado de forma unilateral é considerado ultrapassado por eles. Pesquisa realizada pela professora emérita do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) Eunice Soriano de Alencar indicou que os elementos mais apontados por professores como barreiras à promoção da criatividade foram alunos com dificuldades de aprendizagem em sala de aula (68,9%) e desinteresse pelo conteúdo ministrado (49,1%) (veja Limitações).

Outro estudo de Eunice, desta vez com gestores de instituições de ensino fundamental (leia Desinteresse), mostrou que, para 70,3% desse grupo, os docentes desconhecem práticas pedagógicas que estimulem o desenvolvimento criativo dos estudantes. É um tema que, apesar da importância, não tem recebido a atenção devida nos cursos de formação de educadores. “Tanto o despreparo do aluno quanto o seu desinteresse são questões que necessitam ser mais discutidas com vistas a encontrar meios para minimizar o problema. Uma razão para tal é a necessidade de se formar profissionais bem qualificados para atender às exigências do mercado de trabalho e aptos a resolver problemas imprevisíveis que requerem soluções criativas”, explica a especialista.

Para a estudante do 2º ano do ensino médio Milena de Sousa, as aulas, no modelo atual, são cansativas. “Falar, falar e, depois, fazer exercício é muito chato. Os professores não buscam novos métodos”, lamenta. Ela conhece os dois lados do ensino e diz que a criatividade é o mais estimulante dentro da sala de aula e depende de cada docente. “Temos um professor de história que inovou completamente. Ele debate temas atuais, contextualiza o conteúdo, faz rodas de discussão e prende a atenção. Ele é nosso amigo, não mantém aquela relação de ‘pirâmide’”, diz a estudante.

Fonte: Correio Brasiliense

Bezerra

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