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Visto em vídeo machista na Rússia, policial será alvo de processo na PM-SC

Tenente Eduardo Nunes, que serve em Lages (SC), é o segundo torcedor identificado nas imagens em que brasileiros assediam estrangeira

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Depois do ex-secretário de Turismo de Ipojuca (PE) Diego Valença Jatobá, foi identificado um segundo homem que participou do vídeo em que torcedores brasileiros assediam uma estrangeira na Rússia, na semana passada, durante a Copa do Mundo. Trata-se de Eduardo Nunes, um tenente da Polícia Militar de Santa Catarina que serve na cidade de Lages, a cerca de 230 quilômetros de Florianópolis.

Segundo a PM catarinense, a atitude do policial, que está de férias, é “incompatível com a profissão e o decoro da classe”. Assim que retornar ao trabalho, Nunes será alvo de um processo administrativo disciplinar.

No vídeo, que gerou revolta nas redes sociais, o tenente Eduardo Nunes é o torcedor de camiseta branca, que aparece logo atrás da jovem. Ele e outros quatro brasileiros, que vestiam camisas da seleção brasileira, rodearam a moça e gritaram termos chulos em alusão ao órgão sexual dela. Sem entender do que se tratava, a estrangeira tentou acompanhar os gritos.

Ironicamente, em março de 2018, Eduardo Nunes trabalhou em um protesto de estudantes da Universidade Estadual de Santa Catarina (UESC) contra o assédio sexual sofrido por elas no trajeto até o campus. Nunes foi entrevistado pela NCS, afiliada da Rede Globo na região.

“A partir do momento que tomamos conhecimento sobre esses fatos, a Polícia Militar começou a intensificar os policiamentos, principalmente no horário de entrada e saída da faculdade aqui, que é uma preocupação das mulheres que frequentam a faculdade”, disse ele à reportagem.

(Reprodução/Reprodução)

Veja abaixo a íntegra da nota da PM de Santa Catarina:

Sobre um vídeo gravado na Rússia, em que um grupo de homens brasileiros desrespeita uma cidadã estrangeira, a Polícia Militar de Santa Catarina esclarece que:

1.       Um policial militar foi identificado como um dos integrantes que aparecem no vídeo;

2.       A corporação não corrobora com este tipo de atitude que é incompatível com a profissão e o decoro da classe, previsto no Regulamento Disciplinar e no Estatuto da PMSC, independentemente de estar em período de férias, folga de serviço ou qualquer outra situação de afastamento, devendo portanto, responder por suas atitudes.

3.       Assim que der seu retorno, a corporação abrirá um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta irregular do militar.

Quartel do Comando-Geral, 19 de junho de 2018.

Fonte: veja.abril.com.br

Bezerra

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