Depois da polêmica em desarmar policiais militares na folga, pesquisa aponta que eles de folga morrem três vezes mais que em serviço

Policiais civis e militares fora de serviço, no Brasil, têm mais que o triplo de chances de morrer vítimas de homicídio doloso (ou seja, com intenção de matar) que colegas em atividade.

A constatação é do 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em São Paulo e realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o estudo, a taxa de PMs mortos fora de serviço no Brasil, a partir de dados de 2012, foi de 58,7 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes, contra o índice de 17,8 registrado a PMs em diligências.

Já a taxa de policiais civis mortos fora de serviço ficou em 42,9 a cada 100 mil habitantes, mais que o triplo do índice de 13,7 verificado com aqueles que estavam em trabalho.

Tanto a taxa de assassinato de PMs quanto de policiais civis em atividade, observou o estudo, estão acima da média nacional de homicídios, atualmente em 24,3 casos por grupo de 100 mil habitantes.

Para os organizadores do Anuário, os resultados apontam para um “colapso” no modelo de segurança pública brasileiro.

“O padrão atual das polícias se mostra inaceitável. Elas estão matando muito e morrendo muito também: acima, até, da média de homicídios da sociedade brasileira. Não estamos protegendo nem a população, nem o policial”, constatou um dos coordenadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

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