Elisiane Gama sobe nas pesquisas e aliados de Flávio Dino tentam impedir sua candidatura candidatura

A estratégia passa pela fusão entre o PSB e o PPS.

Em entrevista a blogs alinhados ao governo comunista, Bira disse que, em caso de união das legendas, a candidatura na capital não está garantida a Eliziane, e que ele mesmo pode ser o candidato.

“Não existe esta imposição [de candidatura do PPS em São Luís em caso de fusão]. A partir do momento que o novo partido for formalizado, as lideranças sentam e discutimos a candidatura na capital”, declarou.

Eliziane Gama, por outro lado, garante que a discussão sobre a fusão passa pela garantia da candidatura dela em São Luís.

Nos bastidores, os movimentos dos aliados de Flávio Dino são encarados como uma forma de tentar minar o projeto da deputada federal.

De duas formas: ou criando embaraços para a fusão – que aumentaria o tempo de TV da candidatura do novo partido; ou criando entre o meio político a expectativa de que Eliziane não seja candidata, para dificultar suas articulações.

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Quem também corrobora da estratégia é o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, presidente estadual do PSB e membro da Executiva Nacional do partido.

Em entrevista a uma TV de Teresina (PI), no início da semana, ele se manifestou contra a fusão dos socialistas com o PPS.

O tema será debatido em congresso nacional do PSB, no dia 20 de junho, quando deve ser oficializada a fusão.

Apesar de praticamente acertada, a decisão não conta com o apoio de todos os socialistas. Além do presidente da sigla no Maranhão, as executivas de Pernambuco e da Paraíba tentam a adiar o encontro – o objetivo é evitar a fusão antes de setembro, para que, se ela ocorrer, não valha, ainda, para as eleições de 2016.

“O Maranhão, na sua grande maioria, é contra [a fusão]. Eu sou presidente estadual do partido hoje, faço parte também da Executiva Nacional. E nós somos contra porque, pelo entendimento de hoje, só abre janela de saída, não abre janela de entrada. Essa é uma das principais discussões que nós temos. Fora isso, o PPS tem toda a sua formação, o PSB também tem um outro tipo de formação”, disse o prefeito.

Ele lembrou que, durante o congresso do PSB, dois terços dos delegados precisam aprovar a união com o PPS. E ressaltou que ainda há muita discussão sobre o assunto.

“Para poder passar a fusão ela vai ter que ser aprovada por dois terços dos delegados que participaram do último congresso. Acredito que ainda tem muita discussão em cima da questão da fusão, pode ser que acabe nem passando a fusão”, completou.

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Apesar de, agora, declarar-se pretenso candidato a prefeito em São Luís, Bira do Pindaré aceitou um acordo proposto pelo próprio Flávio Dino logo após sua eleição, no ano passado, e revelado pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (PSDB).

Segundo o tucano, todos os indicados para cargos de primeiro escalão no governo assumiram o compromisso de não ser candidato a prefeito de São Luís (reveja)

O objetivo, explicou, é evitar o “esvaziamento da máquina” nas eleições de 2016.

“Esse acordo existe entre todos aqueles que forem confirmados como secretários, para que em 2016 não haja um esvaziamento da máquina pública e seja necessário se efetivar reformas administrativas. Meu foco agora, portanto, será nos próximos quatro anos no Governo do Estado”, disse Evangelista, ele próprio, naquele momento, abdicando de uma candidatura no ano que vem.

Fonte: Blog do Gilberto Léda

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