Com delegado – Policiais prendem traficantes em Coroatá

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Logo nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (13/05), por volta das 6h, foi deflagrada em Coroatá a “Operação Raio de Sol”, coordenada pelo delegado da cidade Aléx Aragão em parceria com a Polícia Militar que consistiu no cumprimento de alguns Mandados de Busca Domiciliar em vários bairros da cidade, que resultou na prisão e autuação em flagrante dos acusados por tráfico: José Reinaldo dos Santos Cabral, “vulgo Dadá” e Alan Berg da Silva Reis, com eles foram encontrados:alex aragão

½ tablete de maconha prensada, 30 cabeças de crack; e 34 papelotes de maconha. Os dois permanecerão presos na delegacia local aguardando parecer da justiça. De acordo com o delegado da cidade de Coroatá, que passou mais de cem dias sem um profissional, nesse primeiro momento a Polícia Civil dará prioridade em parceria com a polícia Militar ao combate ao tráfico de drogas e nos próximos dias outras operações serão desencadeadas.

Manifestação do MPMA resulta em prisão preventiva do ex-diretor da CADET

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Um Recurso em Sentido Estrito interposto pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 28ª Promotoria de Justiça Criminal de São Luís, resultou, nesta terça, 12, na reforma da decisão do Poder Judiciário, que revogou a prisão preventiva do ex-diretor do Centro de Detenção do Complexo de Pedrinhas (Cadet), Cláudio Barcelos.

Preso em 15 de setembro, sob suspeita de ter praticado os crimes de prevaricação e fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança detentiva, Barcelos recebeu, em 1º de outubro de 2014, alvará de soltura. Os crimes são tipificados, respectivamente, nos artigos 319 e 351 do Código Penal.

O recurso do MPMA, datado de outubro de 2014, de autoria do promotor de justiça de São Luís, Gilberto Câmara França Júnior, é fundamentado por escutas e interceptações telefônicas, legalmente autorizadas, que mostram que o ex-diretor da CADET facilitou, em 22 de agosto de 2014, a fuga dos detentos Paulo Leandro Maciel da Silva, o “Leandro Deputado”; Rodrigo Bezerra Lima, o “Negro da Usina”; e José Wilson Pereira, o “Juninho”.

Segundo o Ministério Público, as investigações demonstraram que o ex-diretor “vinha recebendo dinheiro de presos para conceder benesses dentro daquela casa de detenção, bem como prometia agilizar processos desses presos (…), além de ‘vender’ fugas de internos sob sua responsabilidade”.

Na manifestação, o Ministério Público ressalta a existência de um documento assinado pelo ex-diretor, autorizando a saída de “Leandro Deputado”; “Negro da Usina” e “Juninho para supostas audiências.

“Na verdade, o então diretor do CADET estava promovendo a evasão dos presos. Esse fato era observado pelos seus subordinados, que, em sua maioria, não compactuavam com esse crime”, enfatiza o promotor, no recurso.

O documento também relata a descoberta de mensagens de celular, nas quais Barcelos prometia a detentos a “agilização” de processos judiciais.

Redação: CCOM-MPMA

Pedreiras – Justiça determina indisponibilidade e bloqueio dos bens de prefeito

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Em decisão datada dessa terça-feira (12) o titular da 1ª Vara da Comarca de Pedreiras, juiz Marco Adriano Ramos Fonseca, determinou a indisponibilidade e o bloqueio dos bens do prefeito do município, Francisco Antonio Fernandes da Silva. De acordo com a decisão, a indisponibilidade e bloqueio são “limitados ao montante de R$ 4.876.923,90 (quatro milhões, oitocentos e setenta e seis mil, novecentos e vinte e três reais e noventa centavos), referentes aos valores repassados pelos contratos decorrentes dos Pregões Presenciais nºs 34, 37, 54 e 59 e das Tomadas de Preço 002 e 010, todos relativos ao ano de 2013. Ainda de acordo com a decisão, são excluídos da medida apenas “os bens impenhoráveis do requerido, entre eles o subsídio mensal percebido no cargo de prefeito municipal”.

Os referidos valores devem ser bloqueados via Bacen Jud ou Banco Central nas contas-correntes, poupanças e demais investimentos financeiros de titularidade do prefeito, e só poderão ser movimentados por determinação do Juízo. Os bens indisponíveis ficam impedidos de ser transferidos por atos de alienação ou disposição.

No documento, Marco Adriano Fonsêca determina ainda que a decisão seja comunicada através de ofício aos Cartórios de Registro de Imóveis de Pedreiras, Trizidela do Vale e Lima Campos (termos), de São Luís e Santo Antonio dos Lopes e de Teresina (PI), para que a indisponibilidade dos bens seja averbada nas matrículas dos imóveis. Mesma comunicação deve ser expedida ao DETRAN, para anotar restrição de venda em veículos de propriedade do prefeito, e à Junta Comercial do Maranhão – JUCEMA, para que se abstenha de registrar e/ou arquivar contratos que importem alienação de quotas de capital social ou participação em sociedades empresariais em que o réu figure como sócio ou cotista.

Quebra de sigilo – O Tribunal de Contas do Maranhão deve ser oficiado para informar, no prazo de 15 (quinze) dias, a fase em que se encontra a tramitação da Prestação de Contas do Município de Pedreiras referente ao ano de 2013, bem como enviar equipe para inspeção técnica relativa aos procedimentos licitatórios constantes da demanda. O prazo para a realização da inspeção é de 30 dias. Relatório da inspeção deve ser encaminhado ao Juízo em até 60 dias após a diligência.

A quebra do sigilo bancário e fiscal do requerido também consta da decisão. A requisição de informações bancárias do réu da ação referentes a partir de janeiro de 2013 devem ser feitas junto ao Banco Central e Bacen Jud.  Cópias das declarações de imposto de renda apresentadas pelo requerido nos últimos cinco anos devem ser requisitadas junto à Receita Federal. A partir da juntada das informações, o processo passa a tramitar sob segredo de Justiça, reza a decisão.

A decisão judicial atende à Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa com pedido de liminar interposta pelo Ministério Público do Maranhão em face do prefeito. Segundo o autor, análise dos processos licitatórios realizada pela assessoria técnica da Procuradoria Geral da Justiça constatou uma série de irregularidades nos procedimentos licitatórios citados, pelo que o MPE requer o afastamento do prefeito e a indisponibilidade dos bens do gestor municipal, da esposa e filhos do mesmo, além da quebra do sigilo bancário e fiscal do requerido.

Atos de improbidade – Em suas fundamentações, o magistrado afirma que ficam demonstrados nos autos indícios da prática de atos de improbidade. Citando pareceres da Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça do Maranhão, o juiz ressalta a não observância, quando dos procedimentos licitatórios objetos da ação, de uma série de comandos legais obrigatórios.  O juiz ressalta também os fortes indícios de “lesão ao patrimônio público e à probidade administrativa” presentes nas licitações, “com violação explícita aos princípios da legalidade e moralidade, contrariando uma série de comandos legais obrigatórios”.

Sobre a indisponibilidade dos bens da esposa e dos filhos do prefeito requerida pelo MPE, o juiz afirma que, “em harmonia com o princípio constitucional da pessoalidade da responsabilidade do réu”, essa (indisponibilidade) não pode ultrapassar, por ora, o patrimônio do requerido. “Quanto ao pedido de afastamento do prefeito, reservo sua apreciação após o decurso do prazo para apresentação de manifestação preliminar do agente público, nos moldes do art. 17, § 7º da Lei de Improbidade Administrativa”, diz o juiz na decisão.

Segundo o magistrado, todos os citados na decisão deverão ser notificados ainda nesta quarta-feira (13).

ASS. COM da Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

Audiência com excedentes do concurso para segurança é conduzida pelo Dep. Zé Inácio – PT

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Realizada nesta terça-feira (12) Audiência Pública para discutir a convocação dos aprovados no concurso da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil do Maranhão. A reunião aconteceu no auditório Fernando Falcão da Assembleia Legislativa, e contou com a presença dos deputados Zé Inácio (PT), Wellington do Curso (PPS), Júnior Verde (PRB) e Cabo Campos (PP), o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, além de representantes de entidades ligadas à segurança do Estado.

Como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias, o deputado Zé Inácio (PT) conduziu a Audiência que discutiu desde a convocação dos excedentes como também o déficit desse contingente em todo o Maranhão.  Para o deputado, o encontro tem como objetivo dar celeridade a essa situação que vem se protelando ao longo desses três anos. “Como presidente e parlamentar desta Casa tenho o compromisso de tratar a questão da segurança pública com total responsabilidade  e exigindo do poder público uma resposta imediata, pois a sociedade não pode mais ficar a mercê”, relatou Zé Inácio.

O requerimento da Audiência Pública é de autoria do deputado Wellington do Curso e vice-presidente da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias.

O concurso da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil do Maranhão foi realizado em 2012 e foram convocados 1 mil candidatos, mais somente 387 foram aprovados para o curso de formação, e 270 candidatos desistiram.

Ainda como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias, Zé Inácio defende a convocação imediata dos aprovados e excedentes.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, disse que o governo do Estado tem a intenção de aumentar o número de efetivo mas, para isso, ainda esta sendo feito um estudo do orçamento governamental.

Fonte: ASSCOM- Dep Zé Inácio

Cai o chefão do tráfico no bairro São Francisco em Codó

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Em Operação conjunta entre as Polícias Civil e Militar de Codó, foi realizada na tarde desta terça-feira a prisão do maior traficante de drogas do bairro São Francisco em Codó, José de Ribamar Sousa Junior, vulgo “Junior Canela” é o número 1 nessa modalidade de crime. Depois de cumprir pena em Pedrinhas,por tráfico, Júnior Canela já praticou um homicídio e estava em atividade com distribuição de drogas em vários bairros de Codó, além de Júnior Canela foi realizada a prisão de mais três comparsas e mais a apreensão de dois tabletes de maconha, uma balança de precisão, R$ 500,00 três motocicletas e uma pickup frontier de propriedade do chefão. canela

A casa caiu! Toda a família de Júnior Canela está ligada ao tráfico, filhos, sobrinhos e outros parentes, já é de conhecimento que esta é a atividade que lhes rendia dinheiro para manter um patrimônio incompatível com sua profissão, que é pedreiro. Em 2009 um filho de Júnior Canela conhecido por Ricardo Matias, vulgo Mimi, foi preso com droga, arma e dinheiro e até o momento não foi localizado pela polícia.

A Justiça é cega – Juiz manda soltar assaltantes que confessaram assaltos a Correios e Joalherias

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Na última quarta-feira (06) uma mega operação das Policias Militares e Civis de Vargem Grande e Itapecuru-Mirim, além da Guarda Municipal, resultou na prisão de quatro elementos responsáveis por assaltos a agências dos Correios e Joalherias da região.

Um deles confessou os crimes e, foi mais além, informou que dos Correios de Presidente Vargas foram levados R$ 70.000,00 e que ele teria ficado com R$ 30.000,00. Pois bem, nem 48 horas depois já estão todos soltos.

Um habeas corpus expedido pelo Juiz da Comarca foi responsável pela liberação da quadrilha, que responderá o processo em liberdade.

Segundo o Blog foi informado, os policiais estão revoltados com a Justiça, nas pessoas do Promotor e do Juiz, pois tiveram um trabalho imenso de investigação e também de execução para no fim ver os acusados soltos.

Fonte: Portal o Dia

Descoberto túnel que seria utilizado para fuga de detentos em Pedrinhas

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Foi descoberto no início da tarde desta terça-feira (12) um túnel de fuga na Penitenciária de Pedrinhas. O buraco com cerca de 0,50m de abertura e 3m de profundidade foi encontrado por volta das 12h sob um beliche da cela 1 do pavilhão F1 em uma das quatro vistorias de rotina feitas por monitores e policiais militares. As características do túnel indicam que a escavação deve ter iniciado há dez dias.
Frankie Ribeiro secretário adjunto de segurança penitenciária da Sejap, comemorou a descoberta e credita que o fato é resultado do apoio que o Governo do Estado tem dado à segurança do CPP. “Conseguimos deter uma tentativa de fuga em massa porque estamos agindo na frente”, declarou ele.
Quem coordenava a vistoria era o diretor da PP, Raimundo Gomes, com auxilio de oito seguranças, quatro deles, policiais militares, os detentos já usavam um pequeno buraco no piso da cela para guardar mantimentos levados por visitantes. Depois que a entrada de alimentos ficou completamente proibida em todas as unidades do CPP, há cerca de 40 dias, os internos começaram a usar a “despensa” improvisada para abrir o túnel.
O Instituto de Criminalística (Icrim) foi chamado para periciar o local e, em dez dias, deve dá o resultado laudo à Sejap. A segurança da penitenciária também encontrou um aparelho celular e três chuços no mesmo pavilhão.
O secretário Murilo Andrade voltou a falar da importância de ampliar o quadro de seguranças nos presídios e dos primeiros passos da gestão estadual. “O seletivo que está em andamento em todo o Estado é parte da política de segurança do governo Flávio Dino. Esta é nossa primeira resposta, e vamos seguir valorizando nosso pessoal”, declarou.
Fonte: O Imparcial

Em discurso inflamado, Andrea Murad denunciou suspensão de serviços para diabéticos e hipertensos pelo CEMESP

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A deputada Andrea Murad (PMDB) lamentou em discurso nesta terça-feira (12) a suspensão de vários serviços que eram oferecidos no CEMESP em São Luís, centro especializado e referência no estado para hipertensos e diabéticos.

Segundo a deputada, quase 26 mil atendimentos foram realizados ano passado e desde o início de 2015 os números decaíram por causa da má gestão do estado. Em um comparativo com dados do próprio CEMESP, em 2014, 35 médicos prestavam serviço em 16 especialidades. Hoje, apenas 8 profissionais estão atendendo e apenas 10 especialidades disponíveis.
“Isso mostra totalmente a insensibilidade do governo com os pacientes que sofrem de hipertensão e diabetes. O governo não pode se vingar da gestão anterior nas pessoas que precisam de tratamento. O CEMESP desde janeiro já começou a cair o seu atendimento. Funcionava uma coisa ali, uma coisa aqui, até decair quase totalmente e os pacientes começaram a sentir a diferença. Só para o governo ter uma noção da importância do CEMESP, só em 2014 foram mais de 25.700 atendimentos”, disse Andrea Murad.
A deputada criticou o governo por não manter o compromisso dos serviços realizados pela gestão passada. O CEMESP foi criado em 2011 para suprir uma demanda de pacientes hipertensos e diabéticos crônicos, até o ano passado eram oferecidas especialidades como endocrinologia, nefrologia, gastroenterologia, oftalmologia, odontologia, nutrição, pneumologia, entre outras consultas, além de exames como ecocardiograma, ergometria, espirometria, ecodopler, ultrassonografia, densitometria, cintilografia e pulsão tireóide. Porém, serviços suspensos, que para a deputada, é reflexo de má gestão.
“É a gestão do desmanche, como sempre disse desde o início. Até no interior da secretaria, o Marcos Pacheco desmancha o que encontrou. Substituiu a frase de um ex-presidente da República, que dizia “o Maranhão tem hoje a mais avançada tecnologia do mundo na área de saúde pública”, pela dele mesmo: “Toda criança assistida, toda gestante acolhida e todo idoso bem cuidado”. Quer dizer, é o governo da vingança, é o governo do ódio, é o governo da perseguição. Mas até aí ok, desde que ele realmente cumprisse o que disse nessa frase. E o CEMESP é a prova de que ele não cumpre e de que a Atenção Básica nesse governo é só blá-blá-blá, não existe na prática”, discursou Andrea Murad.

Fonte: ASSCOM-AL

Literatura diversa: Conheça o outro lado do “Dono do Mar” e o lado podre da política do Maranhão

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Quer conhecer parte da história da corrupção do Maranhão e do país, conheça o livro que mexeu com a política nacional e demorou a chegar ao estado sabe por que? Seu personagem principal, José Sarney, comprou todos os exemplares no aeroporto de Teresina-PI, para que seus filhos ilustres não tivessem acesso ao que foi considerado uma Certidão de Nascimento e divisor de águas da história da política suja que ainda permeia no Maranhão.

Um retrato do Brasil na era Sarney

Geração Editorial, a editora mais ousada do País em instant books, aquece o mercado editorial com um livro-bomba polêmico, histórico e arrasador do jornalista Palmério Dória

“Em 2008, o senador José Sarney voltou a ser manchete, principalmente das páginas policiais, quando revelada a organização criminosa da qual seu filhofazia parte. Para não deixar o filho ir para a cadeia, ele teve de disputar no ano seguinte a presidência do Senado. Foi preciso colocar a cara para bater. O poderoso coronel voltou para dar forças aos filhos, para salvá-los”.
Pela primeira vez em livro, um jornalista – Palmério Dória, um veterano do jornalismo investigativo – reconstrói toda a insólita trajetória do exgovernador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da  República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos meses – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes agora contidas em livro.
Obediente às regras do “bom e verdadeiro jornalismo”, Palmério faz um implacável retrato do poderoso coronel de maneira transparente e inteligente.
Neste livro o leitor vai saber como Sarney consegue envolver tanta gente na sua teia.
A objetividade, veracidade na descrição de personagens e situações, concisão, originalidade e calor humano fazem da obra uma leitura obrigatória e prazerosa. “E, para honrar o jornalismo, atualidade absoluta e, ao mesmo tempo, permanência, pois vai girar a roda da história e os pósteros sempre aí beberão em fonte cristalina para conhecer costumes políticos e sociais desta nossa época em que um político brasileiro, metido em escândalos até o pescoço, exerce o poder de fato, acima de qualquer suspeita”, enfatiza Palmério, que fez o livro a quatro mãos com o jornalista e amigo de décadas Mylton Severiano, o Myltainho da revista “Realidade”, dos anos 1960, e da equipe que fundou o “Jornal da Tarde”.
Os dois formaram uma dupla de peso. Enquanto Palmério cuidava da investigação, Mylton fez a pesquisas e reuniu os dados, posteriormente cruzados e checados com rigor.
“Honoráveis Bandidos” contém um caderno especial de 16 páginas com hilariantes charges de nada menos que os irmãos Caruso – Chico e Paulo – sobre o principal ator desta história real. “Sarney sempre esteve na história do Brasil. Não há como descartar o Sarney. Ele sempre foi o mal maior”, responde Palmério Dória ao ser indagado “por que Sarney?”.
É a primeira vez o mercado editorial receberá um livro com toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional da família Sarney no Maranhão e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou um Estado no quintal de sua casa e ainda beneficiou amigos e parentes.
Um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das trevas – uma devassa na vida do senador Antonio Carlos Magalhães,do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, também da mesma editora, e que na época do lançamento contribuiu para a queda do poderoso coronel da política baiana. Um bestseller que ficou semanas nas listas dos mais vendidos.

O livro tem uma leitura saborosa a partir dos títulos de capítulos, atrevidos e maliciosos, como os seguintes:

Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney
Nasceu, cresceu e criou dentes dentro do Tribunal.
As primeiras trapaças com a urna.
Al Capone seria aprendiz perto desse rapaz de bigodinho, disse o italiano logrado.
Coronéis baixam no Maranhão com ordens de Castelo: “eleger” Sarney.
Um milhão de maranhenses migram.
Caçula diploma-se em delinquenciologia no governo Maluf.
Homem da mala morre, dinheiro some, Sarney tem um troço.
No confisco de Collor, caçula salva a grana da família na calada da noite.
Na área de energia, vendem até o poste.
Maranhenses só veem na tevê o que os netinhos da ditadura querem.
Operação Boi-Barrica pega diálogos de arrepiar.
Caçula não sai de casa sem o principal adereço: habeas corpus preventivo.
Lama jorra no Senado. A máquina de atos secretos.

Sobre o autor

Palmério Dória, um dos jornalistas mais respeitados do País. Mora em São Paulo. Em quarenta anos de profissão, passou pelas melhores redações da grande imprensa e da imprensa alternativa. Escreveu cinco livros, três de política: A guerrilha do Araguaia, Mataram o presidente – memórias do pistoleiro que mudou a história do Brasil e A candidata que virou picolé. Este sobre a queda de Roseana Sarney na corrida  presidencial. Publicou Evasão de Privacidade pela Geração Editorial.

Entrevista com o autor

Quando começou a pesquisar sobre a vida de Sarney e seus colegas da política? Por que o coronel do Maranhão é umpersonagem quente?
O Sarney é umcara antigo na minha vida. Tudo começou quando eu era diretor do jornal. “O Nacional”, no Rio de Janeiro, umsemanário criado em 1986, de oposição a Sarney. O prato principal deste veículo era denunciar a política da Nova República. Eu era diretor de redação desta derradeira aventura de Tarso de Castro, o inventor do “Pasquim”, conhecido por formar sempre uma equipe de peso. Na lista dos colaboradores vale relembrar de alguns nomes como Cláudio Abramo, Rubem de Azevedo Lima, Paulo Caruso, Fortuna, Moacir Werneck de Castro, Eric Nepomuceno, Luis Carlos Cabral, Alex Solnik e o próprio Myltainho, que chefiava a sucursal paulista. Outro momento em que fiquei de frente novamente com o Sarney foi em 2000, quando começaram a especular a possível candidatura de Roseana Sarney para a presidência da República. No final de 2001 eu fui para São Luís do Maranhão cercar a vida dele e de toda a família. Depois publiquei no começo de 2002 uma matéria na revista “Caros Amigos”, “O nome dela é Roseana, mas pode chamar de Sarney”. Neste texto ela foi apresentada como a “número 1 do miserê”. Neste texto eu dizia onde o Maranhão era governado: na sede da Lunus do Jorge Murad. Uma semana depois de a revista ir para as bancas, por coincidência ou não, a Polícia Federal veio a estourar o local e encontraram neste endereço mais de um milhão de reais num cofre. Foi aí que a candidatura dela desabou. Na seqüência, eu publiquei o livro: “A candidata que virou picolé”, pela editora Casa Amarela. E um ano antes de o Sarney virar pela terceira vez presidente do Senado eu já estava na cola dele em razão da investigação da polícia federal sobre o filho dele, o Fernando, com a já famosa operação Boi Barrica.

Por que o coronel do Maranhão é umpersonagem quente?
Quando eu conversei com um historiador, Joel Rufino dos Santos, ele me perguntou, assim de brincadeira, “quem é o Sarney”? Parecia não ser um
personagem quente. Mas ele nunca deixou de ter o poder da caneta, o poder de nomear, ele nunca deixou de indicar e de participar de todos os governos. Eles tinham a impressão que ele era um personagem menor, isso há alguns anos antes de ele assumir o Senado. Na ditadura ou fora dela ele sempre manteve o poder. O setor elétrico, por exemplo, é todo dele!

O coronel parece que nunca vai cair,
ele está mais firme do que nunca.
José Sarney é sem dúvida o
honorável dos honoráveis.

Você escreveu o livro ao mesmo tempo em que os escândalos iam estourando?
No livro o leitor vai se deparar simultaneamente com o que imprensa divulgava naquele momento e o que já havíamos investigado por nossa conta. É uma leitura que vai proporcionar também uma visão sobre a cobertura que a mídia fez sobre os fatos. Todas as apostas na queda dele eram irreais. Mas depois eu percebi que realmente o livro estava correto na sua narrativa. O coronel parece que nunca vai cair, ele está mais firme do que nunca. Sarney é sem dúvida o honorável dos honoráveis.

O coronelismo está em extinção?
Sarney é umsobrevivente de uma geração, mas ele não é para sempre. Certamente seus seguidores continuaram a adotar a cartilha do mestre. Ele é um novelo de mentiras, vai envolvendo todo mundo. Neste livro o leitor vai saber como o poderoso consegue manipular tanta gente. Ele é o cara que as pessoas dão como morto, mas depois aparece como aquelas almas mal-assombradas num cemitério. Ele é o mais arguto, o mais habilidoso dos animais políticos em cena no país. Quem não enxerga isso será sempre enrolado pelo Sarney. Agora ele tem que estar vivo e atuante para eleger o Fernando Sarney – o cérebro financeiro da família – e dar-lhe imunidade parlamentar A verdade é que os filhos dependem dele.

Lula é refém dele. Há quem diga que Lula governa,
mas quem manda é o Sarney.

Como será a política brasileira depois da era Sarney?
Os seguidores estão espalhados. Vai continuar de uma forma mais baixa, sem coronel mas com os métodos que o consagraram. O Sarney é um caro
temido, ninguém o ama. O ACM era um cara estimado por parte da população baiana. O Sarney é temido. O sarneismo sem Sarney será pior ainda. De hora emhora, Deus piora. Lula é refém dele. Há quem diga que Lula governa, mas quem manda é o Sarney.

Você acredita na reforma política?
Não há interesse dos políticos para que isso ocorra, ou seja, sempre ficará a mesma coisa. As velhas lideranças estão desgastadas e o eleitorado não acredita em mais ninguém. O cinismo tomou conta da classe política e da própria população. A tarefa que resta para o jornalista é continuar contando. Os quadros políticos são pavorosos. Basta olhar as lideranças políticas para perder qualquer esperança. Cito: Collor é fiscal do PAC; Almeida Lima é fiscal do Orçamento da União;Wellington Salgado faz parte da Comissão de Constituição e Justiça.

Você conhece o Sarney?
Só vi o Sarney de perto uma vez na vida, na sabatina da “Folha de S. Paulo” em agosto de 2008, perto de estourarem os escândalos contra o Fernando Sarney. Tinha pouquíssima gente, uma mesa formada pelos principais jornalistas da “Folha”, mediada pelo Clóvis Rossi que abriu o papo dizendo que os brasileiros tinham uma relação de amor e ódio com o Sarney. Mas quem ama José Sarney? Só a dona Marly. Diz o autor!

Deputado que recebeu votos de codoenses recebeu propina “disse depoente” à CPI

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O doleiro Alberto Youssef disse que o vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA) que recebeu alguns votos na cidade de Codó, recebeu dinheiro oriundo de propinas pagas por empresas contratadas pela Petrobras. “Não dá para dizer que esse dinheiro vinha do contrato A ou B. Era um somatório dos contratos”, disse. O pagamento a Maranhão teria sido feito diretamente por ele, dentro do esquema de pagamento a deputados do PP, coordenado pelos líderes do partido na Câmara. A informação foi uma resposta a pergunta da deputada Eliziane Gama (PPS-MA), que queria saber quais políticos receberam propina por contratos feitos pela Petrobras para construir as usinas Premium 1 e 2.

Youssef também mencionou no depoimento o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo Youssef, o empresário Júlio Camargo pediu a ele que pagasse a propina ao empresário Fernando Soares, que seria o operador do PMDB, para evitar que Cunha pedisse informações sobre o contrato da Petrobras com a empresa Toyo pelo aluguel de sondas pela Petrobras.

Além dos líderes do PP, os políticos que ele afirma ter ajudado com recursos, direta ou indiretamente, foram os seguintes: Aguinaldo Ribeiro, Ciro Nogueira, Dilceu Sperafico,Eduardo da Fonte, José Otávio Germano, Lázaro Botelho, Luis Carlos Heinze, Luiz Fernando Farias, Renato Molling, Roberto Brito, Roberto Balestra, Waldir Maranhão,José Mentor, Lindberg Farias, Fernando Collor, Fernando Bezerra Coelho, Aline Corrêa,João Leão, Pedro Corrêa, Pedro Henry, Cândido Vaccarezza e Luiz Argôlo.
Fonte: Câmara Notícias