Peça dinheiro ao seu vizinho – Banco do Brasil de Codó sem dinheiro nos terminais

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Como não é mais novidade, porém, precisamos informar nossos leitores, o Banco do Brasil de Codó mais uma vez está sem dinheiro nos terminais de autoatendimento. Após o volume movimentado e calendário de pagamento dos servidores do estado e município coincidirem com feriadão e final de semana, faltou planejamento e respeito com os clientes da instituição financeira. Já na tarde deste sábado (02/05) todos os terminais estavam zerados e o domingão promete!

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“Na nossa agência todos os terminais foram abastecidos e não conseguimos mais suprir a demanda da região”

Estas palavras são de um funcionário que pediu para não ser identificado para não sofrer retaliação da direção do banco, pois apenas seis terminais foram abastecidos e mais uma vez os clientes pagam o preço da inoperância da gestão do Banco do Brasil, que deveria no mínimo dar uma explicação convincente à população e ampliar a rede. Então, na hora do aperreio, vá ao seu vizinho e peça um trocado pra pagar segunda-feira a tarde.

Codó – júris terminam com acusados de homicídio e tentativa de homicídio condenados

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Júris promovidos pela 3ª Vara da Comarca de Codó nos últimos dias 09, 15 e 28 terminaram com a condenação dos réus levados a julgamento por acusação de homicídio e tentativa de homicídio. Presidiu os júris o titular da Vara, juiz Ailton Gutemberg Carvalho Lima.
Levado ao banco de réus no dia 09, Luis Flávio de Oliveira Sousa foi condenado a seis anos e cinco meses de reclusão pelo homicídio de Francisco Damacena Morais, o “Chico Doca”, como era conhecido. O fato se deu no dia 22 de outubro de 2013, por volta das 15h, em Codó.
Por maioria dos votos, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime e decidiu pela condenação do acusado.
Também condenado por homicídio foi o réu do júri promovido no dia 15, Francisco das Chagas Alves Costa, que teve imputada a pena de doze anos de reclusão. Ele respondeu pela acusação de homicídio qualificado contra Carlos Eduardo Pereira da Silva, o “Dudu”. O crime se deu no dia 19 de janeiro de 2003, em uma festa, quando o acusado, utilizando-se uma faca, teria matado a vítima.
O juiz negou ao réu o direito de responder em liberdade. Diz o magistrado: “embora o réu tenha respondido o processo em liberdade, atualmente encontra-se preso em razão de duas condenações transitadas em julgado. Desse modo, decreto a prisão preventiva do acusado Francisco das Chagas Alves Costa por entender que tal medida é necessária como garantia de aplicação da lei penal e da ordem pública….”.
A pena deve ser cumprida em regime inicialmente fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Acusado de tentativa de homicídio praticada contra Ana Carla Carrias de Sousa, no dia 28 de abril de 2012, com uso de faca, o réu Anselmo Carrias de Araújo foi condenado a cinco anos e cinco meses de reclusão. Preso durante onze meses e cinco dias, Anselmo deve cumprir a pena em regime inicialmente semiaberto. O juiz concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Fonte:TJ-MA

Aos Militares do Maranhão – Comissão tenta trazer a falsa sensação de que classe ganhou com ameaças de greve e resultado de reunião

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Vejo com muita desconfiança a forma como se deu o desfecho das negociações entre a Comissão que representa os Policiais Militares e Bombeiros do estado do Maranhão, afinal, os militares após a Ditadura Militar nunca teve o respeito da sociedade e muito menos dos governos estadual e federal. Muitas foram as promessas no período eleitoral tanto por parte do governador Flávio Dino ( que foi considerado por muitos como o governador das mudanças), quanto da presidenta Dilma que em campanha seu carro chefe de suas promessas para os Policiais Militares foi a UNIFICAÇÃO E A FEDERALIZAÇÃO DAS POLÍCIAS (Militar, Civil e Federal).

Minha primeira decepção com o atual governador foi logo na nomeação do seu Secretário de Segurança, a decepção se deu por conta de ser mantido o ciclo e a regra de que pra ser secretário de segurança precisa ser delegado e foi uma prova de que na Polícia Militar não há oficiais competentes e que possam comandar a segurança do estado, muito pelo contrário, sem citar nomes a PM possui sim pessoas que poderiam ocupar o posto maior da Segurança Pública.

 No Maranhão : se os Agentes Penitenciários, Delegados, Escrivães  ou Investigadores derem um espirro com o som de “greve”, rapidamente é mobilizado todo o aparato do governo para resolver e atender as reivindicações.Isso não é ciúme nem inveja da coirmã e sim o reconhecimento de uma Instituição forte, não consigo entender o porque de tamanho desprezo aos Militares. O atual movimento liderado por algumas associações representativas participaram das mesas de negociações e mais uma vez o governo deu oque chamamos de capote nos colegas, digo isto porque todas as negociações foram pautadas na viabilidade financeira, econômica e de vontade do governo “e esta última foi comprovada que não tem nenhuma”!

Segue abaixo um resumo do que foi acertado para apreciação dos Policiais Militares: (Extraído do Blog do Ebnilson)

1) Mesa de negociação: O objetivo é tratar do reajuste do escalonamento vertical, verificando a viabilidade fiscal e financeira para antecipar para dezembro de 2015 ou fevereiro do próximo ano, os índices escalonados de 2016. A ideia é negociar ainda esse ano e antecipar os valores de 2016;

2) Diárias e horas extras:  o objetivo é transformar esses recursos financeiros e convertê-los em remuneração real para implementar no subsidio. Em outras palavras, as verbas pagas com diárias e horas extras, serão transformadas em pagamentos no subsidio.

3) Carreira Única para praças: Nesse item, poderá se conseguir uma das maiores conquistas históricas de todos os tempos, o coronelato de um praça. As lideranças conseguiram implementar a tão sonhada carreira única para as praças, com isso o soldado poderá chegar ao posto de coronel PM.  

4) Ticket de alimentação: Nesse item, foi negociado a transformação do auxílio alimentação para ticket de alimentação.

5) Plano habitacional para os militares: A proposta fará com que vários militares, saiam da zona de risco e tenham um pouco mais de dignidade;

6) Adicional noturno e adicional de risco de vida: o governo se propôs a realizar estudos que subsidiem os referidos direitos;

7) Carga horária: O governo fará estudos junto com as representações classistas da jornada de trabalho em caráter de urgência;

8) Revisão dos índices de 2017 e 2018:  teremos em caráter permanente uma mesa de diálogos sobre as agendas de reivindicações dos militares, fazendo revisões aos índices escalonados de 2017 e 2018.

Reforçando oque falei acima, após ameaças de greve por parte de algumas Unidades Militares importantes e estratégicas no estado, o governo  e os membros representativos da classe conseguiram a proeza de  no máximo fazer com que os policiais possam dormir e sonhar que tudo vai ser atendido. É tolice achar que tenhamos ganhos significativos para a classe a médio prazo , infelizmente o problema foi empurrado com a barriga, sabe lá para quando, pois o Termo de Compromisso assinado pelos presentes não define data para nenhuma das reivindicação e ainda sim caímos no conto da carochinha.

Completando 89 anos de existência o jornal “O Imparcial” trás uma entrevista especial com José Sarney

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Foto – O Imparcial

Um dos mais tradicionais jornais do Maranhão “O Imparcial” comemora neste 1º de Maio mais um ano de vida e muita estória pra contar, sem deixar de contribuir com a formação da geração de seu tempo e muito mais agora neste novo momento em que estamos vivendo uma crise generalizada em vários setores dentre essas a  “crise política”, reproduziremos aqui parte desta conquista, o maior expoente da política do Maranhão também passou pelo jornal e iniciou sua carreira como repórter policial, José Sarney que de escritor chegou ao maior posto da política nacional, vale a pena conferir:

Em 1947 o jornal O Imparcial (Diários Associados) abriu concurso para uma vaga de repórter. Classificado em 1º lugar, José Sarney, que usou o pseudônimo de “Zé da Ilha”, produziu a melhor reportagem e foi logo aproveitado como repórter de polícia. Em seguida se tornou responsável por um suplemento cultural, em que procurava acompanhar os movimentos literários.
Neste 1º de maio em que O Imparcial comemora 89 anos como o mais tradicionais jornal do Maranhão, o Caderno Impar entrevistou o ex-presidente do Brasil, jornalista, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras, José Sarney, e convidamo-o a relembrar como foi a época em que trabalhou no matutino, como eram as condições em que trabalhava, quem eram os seus companheiros de trabalho e sobretudo, sobre a criação do suplemento cultural Letras e Artes, de O Imparcial, em 1950, quando passou a exercer o cargo de chefia do Jornal e do referido suplemento. Entre outras afirmações Sarney declarou na entrevista que sente um bem querer muito grande pelo Jornal, onde teve espaço para escrever suas criações. “O Imparcial marcou a minha vida”, afirmou.
Trajetória
Em 1953 Sarney bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Maranhão, época em que ingressou na Academia Maranhense de Letras. Ao lado de Bandeira Tribuzzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, Bello Parga, José Bento e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido por meio da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores.
Em sua vida literária e cultural, Sarney trabalhou como redator dos jornais O Imparcial, Combate, Jornal do Dia, Jornal do Povo e O Estado do Maranhão. Foi colaborador dos jornais Diário de Pernambuco e Correio do Ceará, das revistas Clã (Ceará), Região (Pernambuco) e Ilha (Maranhão), do Jornal do Brasil, do O Globo, das revistas Senhor e o Cruzeiro e da Folha de S. Paulo.
José Sarney, além de membro da ABL, faz parte também do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Maranhense de Letras, da Academia Brasiliense de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa e do InterAction Council (chefes de Estado e de Governo). Foi Presidente da República, no período de 1985 a 1990 e mais recentemente, Presidente do Senado.
O Imparcial – Como e em que situação o senhor veio trabalhar no jornal?
José Sarney – Em 1947 os Diários Associados fizeram um concurso de reportagens que tinha como prêmio um contrato para O Imparcial. Fiz uma série de reportagens sobre A Quinta do Barão e Subterrâneos de São Luís. Entrei para o jornal com um salário de 80 mil réis por mês.
José Sarney foi repórter policial e chefiou suplemento de literatura e arte
OI – E começou fazendo o quê?
JS – Fui escalado para cobrir a área policial, e todas as manhãs, acompanhado de um fotógrafo, Azoubel, eu percorria as delegacias da cidade.
OI – Quem eram os colegas na época e como era o ambiente de trabalho?
JS – Além do Azoubel, tinha o Emanuel, que era o chefe da redação, o João Silva, que depois foi para a Última Hora, no Rio, o Camelinho, o Galvão, o Bandeira, que era revisor, o Nascimento Morais. O ambiente era informal e éramos uma pequena comunidade.
OI – Qual foi a sua melhor e mais expressiva experiência como repórter?
JS – Havia um criminoso muito conhecido, José Teresa, que foi solto por ser considerado recuperado. Um comerciante do João Paulo montou uma armadilha no quintal para pegar um ladrão que o furtava, e matou o José Teresa. Eu escrevi uma série de reportagens sob o título “José Teresa entre o bem e o mal”, com informações sobre a sua vida, entrevistas com sua mãe e seus amigos. Foi um grande sucesso, vendido como um folhetim, com aumento da tiragem do jornal. Então fui promovido a redator e incumbido de rever os textos dos outros repórteres.
OI – Quando o senhor passou para a área cultural?
JS – De repórter policial passei a redator, de redator a secretário da redação, de secretário da redação a editorialista, e a partir daí, a direção me autorizou a fazer o suplemento literário “Letras e Artes”.
OI – Que pauta o senhor mais teve prazer de cobrir?
JS – As reportagens sobre a cidade de São Luís.
OI – E como era a cultura local na época?
JS – A cultura ainda era do século XIX, baseada nos valores do parnasianismo.
OI – Que artistas se destacavam?
JS – Os da velha geração eram Correa de Araújo, Costa e Silva, Antônio Lopes, Fernando Viana, Clodomir Cardoso, Rubem Almeida, Amaral Raposo, Erasmo Dias, Assis Garrido, Bacelar Portela. Os pintores consagrados eram Newton Pavão, Telesforo Rego.
OI – Sobre os movimentos culturais?
JS – Na minha geração formávamos dois grupos: no Centro Cultural Gonçalves Dias se reuniam Nascimento Moraes Filho, Ferreira Gullar, Lago Burnett; os “neo-modernistas” nos encontrávamos na Movelaria do pintor Pedro Paiva. Éramos os escritores Bandeira Tribuzi, Evandro Sarney, Carlos Madeira, Domingos Vieira Filho, Bello Parga, Nivaldo Macieira, Lucy Teixeira e eu, e os pintores Floriano Teixeira, Figueiredo, Antônio Almeida, Cadmo Silva, Amorim. Gullar e Burnett depois se uniram a nós e acabaram partindo para o Rio de Janeiro.
OI – Você criou o Suplemento Literário de São Luís?
JS – Foi o primeiro e por muito tempo não teve outro. Tínhamos colaborações do Brasil inteiro, fazíamos muito sucesso, dinamizamos o movimento cultural.
OI – Quando o senhor deixou O Imparcial e qual a melhor experiência que levou?
JS – Em 1958, quando me elegi Deputado Federal, deixei o jornal. O Chateaubriand me mandou dizer que eu não deixava O Imparcial, mas ficava licenciado. Assim, sempre me considero vinculado ao jornal.
A melhor experiência foi participar do grupo que tinha à frente José Pires Saboia, que foi meu grande amigo, meu padrinho de casamento, grande inteligência e um dos melhores textos da imprensa, além de grande jurista.
OI – Para finalizar: o senhor pode deixar uma mensagem pelos 89 anos do jornal?
JS – O Imparcial marcou minha vida. Ele abriu suas páginas para que eu escrevesse. Nelas publiquei meus artigos, meus contos, meus ensaios de juventude. Nelas saíram minhas primeiras poesias, que depois recolhi em A Canção Inicial. É uma referência da cidade, uma tradição por quem tenho um grande sentimento de querer bem.