Em Caxias Três motocicletas são furtadas do Fórum

Esse não teria sido o primeiro caso de motocicleta furtada no pátio do Fórum de Caxias (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Três motocicletas que foram apreendidas por ordem judicial foram furtadas do Fórum do município de Caxias, a 360 km de São Luís. A Polícia Militar da cidade conseguiu prender um suspeito.

Segundo o tenente-coronel Ruy Fernandes, comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Caxias, suspeito identificado como Paulo Henrique Silva Quirino, de apenas 18 anos, confessou o crime depois de uma investigação do Serviço de Inteligência da Polícia Militar.

“Nós intensificamos as ações nos bairros das imediações da cidade judiciária onde fica o Fórum e conseguimos prender Paulinho com mais uma moto que foi furtada de dentro do Fórum daqui de Caxias”, revelou o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Caxias.

Esse não teria sido o primeiro caso de motocicleta furtada no pátio do Fórum de Caxias. Segundo a Polícia Militar, no ano passado uma motocicleta foi apreendida em uma blitz pelas as ruas da cidade e os policiais descobriram que o veículo apreendido tinha sido furtado das dependências do Fórum.

Das três motocicletas que Paulo Henrique diz ter furtado do Fórum uma foi recuperada. De acordo com o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Caxias, as outras duas motocicletas a Polícia Militar ainda tenta recuperar. “Nós estamos trabalhando com o nosso CSI para que a gente recupere a terceira e quarta moto”, finalizou.

A diretoria do Fórum de Caxias não quis se manifestar sobre os furtos ocorridos em suas dependências.

Pai de Glaubert Cutrim é suspeito de omitir e ser um dos responsáveis de nomear filho de Waldir Maranhão no TCE desde 2003, diz MP

Edmar-Cutrim

O Ministério Público do Maranhão descobriu indícios de que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) pode ter omitido informações sobre os salários recebidos pelo médico Thiago Augusto Azevedo Maranhão Cardoso, filho do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA).

O levantamento feito pela Promotoria da Improbidade Administrativa mostra que Thiago Maranhão foi nomeado em 2003 e não em 2013 como o tribunal de contas havia informado anteriormente ao Ministério Público. As novas provas contra o filho de Waldir Maranhão estão no Diário Oficial do dia 21 de fevereiro de 2003.

O TCE informou ao ministério público que Thiago Maranhão era servidor apenas de 2013 até maio deste ano, quando foi exonerado. Agora, a promotoria busca saber qual o valor que o médico recebeu, de fato, indevidamente, durante os 13 anos que ficou no cargo comissionado do tribunal sem exercer a função.

“As informações que nos foram enviadas, que constam nos autos para gente, não são correspondentes as que constam no Diário Oficial do Estado do Maranhão. A gente prossegue com nossa linha de investigação como temos feito: apurar não só este caso, mas outros casos” afirmou o promotor Zanony Passos.

O médico Thiago Maranhão, que recebia salário de R$ 7,5 mil mais R$ 800 referentes ao auxílio alimentação do Tribunal de Contas do Maranhão, teve uma Toyota Hilux apreendida pela Justiça que havia decretado o bloqueio de bens no valor de R$ 235 mil – correspondente ao valor dos salários recebidos entre novembro de 2013 e maio de 2016, no TCE.

De 2011 a 2014 o filho de Waldir Maranhão foi médico residente no hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro e desde 2015 é anestesista no Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.

Fonte: g1.com.br/maranhao

 

Operação Turbulência: Quadrilha pode ter financiado campanhas de Eduardo Campos, diz PF

A quadrilha alvo da Operação Turbulência, deflagrada nesta terça-feira, pode ter atuado no financiamento das campanhas de Eduardo Campos (PSB) à reeleição ao governo de Pernambuco em 2010 e à Presidência da República em 2014, segundo a Polícia Federal. Esta última foi interrompida por causa do acidente aéreo que matou Campos, em agosto de 2014, no litoral paulista. Após o acidente, a ex-senadora Marina Silva (Rede) assumiu a titularidade da chapa e retomou a campanha presidencial.

As investigações da PF em Pernambuco levantaram indícios do funcionamento de um esquema que envolvia dezenas de contas bancárias e empresas, a maioria de fachada, para lavar dinheiro de atividades ilegais. Parte dos recursos teria vindo de esquemas de corrupção na Petrobras e nas obras de transposição do Rio São Francisco. De acordo com a PF, o grupo movimentou cerca de 600 milhões de reais em seis anos.

“O envolvimento do ex-governador não está sendo alvo das investigações, mas podemos afirmar, com base em colaborações premiadas e no compartilhamento de provas que tivemos com outros inquéritos, que as campanhas vinculadas ao ex-governador foram favorecidas ou pelo menos tiveram recursos que vieram de empresas apuradas hoje na Operação Turbulência”, afirmou delegada da PF Andréa Pinho. “Nós detectamos o envolvimento de políticos, pelo menos no sentido de serem beneficiários de recursos. Agora não posso alegar que apenas políticos faziam uso dele. Acredito que, na verdade, seja bem mais amplo”, completou.

Os empresários acusados de serem os líderes da organização foram presos preventivamente entre a madrugada e a manhã desta terça-feira. São eles: João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santana Vieira e Arthur Lapa Rosal. Lyra e Apolo seriam os donos do jatinho que transportava Eduardo Campos durante a campanha de 2014.

O delegado Daniel Albuquerque, cedido da PF de Alagoas para contribuir na investigação, afirmou que o dinheiro circulava por várias contas e empresas para que ele se “distanciasse de sua origem, provavelmente ilícita”.

Lava Jato – Para colher evidências contra o grupo de empresários, a equipe da Operação Turbulência cruzou dados com outros inquéritos da Polícia Federal, entre eles três ligados à Operação Lava Jato. Dois estão no Supremo Tribunal Federal (STF) e um segue na Justiça Federal em Curitiba (PR). Um dos inquéritos no Supremo relaciona os investigados da Operação Turbulência ao suposto recebimento de doação ilegal para a campanha de Eduardo Campos em 2010. A pessoa que teria buscado esses recursos, conforme os investigadores, seria o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração de Dilma Rousseff (PT).

A investigação aponta ainda que a OAS, uma das principais empreiteiras enroladas no petrolão, teria pagado 18,8 milhões de reais a uma das empresas usadas para comprar a aeronave em Campos morreu.

Nesta terça, a PF também cumpriu 33 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidas três aeronaves – dois helicópteros e um avião – avaliadas em 9 milhões de reais, além de 10.000 dólares apreendidos com Eduardo Leite, que viajaria para Miami e desembarcava com João Carlos Lyra, em São Paulo, quando foi detido. O bloqueio de contas e bens também está sendo realizado pela Polícia Federal.

Entre as empresas investigadas está uma com sede no Uruguai, cujo dono é Oscar Algorta Raquetti, citado na Operação Lava Jato por ter ajudado o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a lavar dinheiro na compra de um apartamento de 7,5 milhões de reais em 2009.

“Chamou a atenção que no mesmo endereço dela existem 180 outras empresas, então há indicativo de que sejam de fachada. Em segundo lugar ela integra o quadro social de uma empresa sediada em Goiás que também está sendo alvo de investigação e que também não funciona na prática. A despeito disso, ela possui movimentações milionárias, que tem como beneficiários, via de regra, os principais integrantes da organização criminosa”, detalhou a delegada Andréa Pinho.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

Temer pensa em extinguir Empresa Brasileira de Comunicação – EBC, empresa criada por Dilma

Defensores da atual gestão da EBC, indicada durante o governo Dilma, ressaltaram caráter de comunicação pública da empresa. Já os opositores, ligados ao governo Temer, fizeram denúncias de cabide de emprego.

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Audiência conjunta das comissões de Cultura (CCULT), de Legislação Participativa (CLP) e de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) para discutir o disposto no Art. 19 da Lei 11.652/08, que criou a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que garante ao diretor-presidente da EBC um mandato fixo de quatro anos, não coincidente com os mandatos de presidentes da república, para assegurar a independência dos canais públicos, tal como ocorre nos sistemas de radiodifusão pública de outros países democráticos
Audiência pública debateu ações do governo Temer em relação à Empresa Brasileira de Comunicação

Uma frente em defesa da EBC e da Comunicação Pública apelou aos deputados para conter as ameaças de desmonte da Empresa Brasileira de Comunicação. As recentes polêmicas em torno da empresa, criada para gerir a Agência Brasil e várias emissoras, como a TV Brasil e a Rádio Nacional, foram debatidas nesta terça-feira (21) em audiência conjunta de três comissões da Câmara dos Deputados.

Formada por funcionários da empresa e integrantes de movimentos que lutam pela comunicação pública, a frente criticou o governo interino de Michel Temer pela tentativa frustrada de substituir o presidente da EBC, pelo fim abrupto de contratos com jornalistas e pelos rumores de possível medida provisória ou projeto de lei para extinguir a empresa e seu conselho curador.

Órgão consultivo e deliberativo da EBC, o conselho curador é composto pela sociedade civil e garante a participação popular na gestão da empresa e na definição da programação das emissoras.

A presidente do conselho, Rita Freire, lembrou que a Constituição garante a complementariedade entre as comunicações privada, pública e estatal e pediu o apoio dos parlamentares para manter a EBC “pública, inclusiva, plural e cidadã”.

“Nós confiamos que, nesta Casa, conseguimos fazer uma mobilização para barrar isso. Nós não vamos deixar que toquem na EBC. E, se tocarem, vamos estar juntos também para reverter. A não ser que a gente rasgue, mais uma vez, a Constituição”, disse Rita Freire.

Para a representante da frente em defesa da EBC, Bia Barbosa, a comunicação deve ser entendida como um direito fundamental, previsto na Constituição. “Portanto, quando se ataca a autonomia da EBC, trata-se da violação a um direito fundamental e qualquer mudança na lei da EBC precisa passar por amplo diálogo”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Israel do Vale, concordou e disse que “o desmonte da EBC seria o maior atentado contra a liberdade de expressão no período democrático”, com reflexos negativos na política de comunicação pública.

Substituição de diretor
O principal objetivo da audiência era debater a decisão de Temer de substituir o diretor-presidente da EBC, Ricardo Melo, pelo jornalista Laerte Rimoli, no início de maio. Melo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu liminar para ser reconduzido ao cargo, sob o argumento de que só o conselho curador poderia destituí-lo. A decisão final caberá ao pleno do STF.

Para Ricardo Melo, as ações de Temer em relação à comunicação pública são autoritárias. “Foi um ato institucional, porque a lei mandava fazer uma coisa e, de repente, o Diário Oficial manda fazer outra. O nome disso, para a minha família que viveu a ditadura militar, é ato institucional”, afirmou.

Para a ex-presidente da EBC Tereza Cruvinel, as ações do governo Temer relativas à empresa representam atos de “censura e expurgo” que colocam em risco a comunicação pública no País. Cruvinel foi a primeira presidente da EBC e ocupou o cargo por quatro anos, até 2011.

O presidente da Comissão de Cultura da Câmara, deputado Chico D’Angelo (PT-RJ), apoiou a mobilização da frente em defesa da comunicação pública. “É a importância da EBC no País sob o ponto de vista de comunicação pública e de política de Estado, e não de política de governo. Ela veio no bojo do processo democrático brasileiro”, disse.

Reforma administrativa
Já o deputado Julio Lopes (PP-RJ) se queixou da falta de convite a representantes do governo interino no debate e disse que Temer tem legitimidade para “combater a corrupção e fazer a reforma administrativa”.

Lopes fez críticas à gestão de Ricardo Melo à frente da EBC. “O senhor [Melo] gastou R$ 17,6 milhões em contrato de futebol, que é a única audiência que essa televisão dá. Além disso, o senhor tem uma série de apaniguados lá, porque a mulher do [ex] ministro Alexandre Padilha está lá ganhando salário de R$ 25 mil. Tem lá também o pessoal do senhor [ex-ministro] Edinho Silva. Todo mundo na mamata dos R$ 25 mil”, disse o deputado.

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) também fez críticas à atual gestão da EBC, sobretudo a denúncias de cabide de emprego e de indicações políticas na ocupação de cargos na empresa.

A audiência também contou com representantes do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e da Federação Nacional dos Jornalistas, que admitiram críticas à EBC, mas defenderam a resolução dos problemas no âmbito interno e em conjunto com as instâncias de controle público, como ouvidoria, conselho de ética, representação de funcionários, representação sindical e o conselho curador.

Ricardo Melo reconheceu que muitos dos problemas enfrentados pela EBC já poderiam ter sido solucionados se a empresa não enfrentasse embargos judiciais para usar R$ 2 bilhões de um fundo com recursos vindos das empresas de telecomunicações. Outros R$ 700 milhões do orçamento da EBC estão contingenciados, segundo Melo.

Direitos humanos
Integrante do conselho curador da EBC, a líder indígena Matsa Hushahu Yawanawá ressaltou o aspecto democrático na atual gestão da empresa, que, pela primeira vez, abriu espaço para a cultura e as demandas dos diversos povos indígenas do País. “Acabar com EBC é silenciar o massacre e o genocídio dos povos indígenas, que, muitas vezes, não têm espaço na TV comercial.” Yawanawá elogiou o papel das emissoras da EBC – como a Rádio Nacional da Amazônia – “que dão voz a povos que são excluídos da sociedade”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Padre João (PT-MG), fez uma autocrítica do governo Dilma, que, na sua opinião, poderia ter dado “maior empoderamento aos movimentos populares e aos povos tradicionais”. Padre João defendeu a atuação da Frente da EBC e de outros movimentos que tentam conter “as atuais perdas de direitos e conquistas”.

A audiência pública desta terça-feira foi promovida em conjunto pelas comissões de Cultura; de Legislação Participativa; e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A reunião foi solicitada pelos deputados Margarida Salomão (PT-MG), Pedro Uczai (PT-SC), Luiz Couto (PT-PB), Jean Wyllys (Psol-RJ), Waldenor Pereira (PT-BA), Luiza Erundina (Psol-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS).

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Pierre Triboli

Mãe que ajudou na fuga do filho acusado de praticar homicídio em Codó sofre acidente automobilístico e está em estado grave em Goiás

vítima

Jovem Assis, morto pelo próprio amigo

Chegou a informação ao nosso  Blog que, o principal suspeito de ter cometido um homicídio em Codó, há aproximadamente dez dias, contra o jovem conhecido por Assis, que foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro São Raimundo, fugiu para o estado de Goiás.

Para não atrapalhar as investigações da Polícia, não citaremos o nome do suspeito. Após cometer o crime, contra seu próprio amigo, o suspeito fugiu na moto da própria vítima, sendo levado por uma terceira pessoa para a cidade de Aldeias Altas, chegando lá conseguiu manter contato com sua mãe que mora em Caldas Novas. Desesperada, ela alugou um veículo e veio ao Maranhão junto com sua filha no intuito de resgatar seus filho que já estaria em Caxias quando as duas chegassem, e assim foi feito.

Detalhe – A moto da vítima foi encontrada abandonada próximo ao Parque de Vaquejada do Didi, na Trizidela.

Quando passava pelo Tocantins e já chegando em Goiás, o motorista perdeu o controle do veículo, tendo o carro capotado várias vezes, sendo que a mãe e a irmã do resgatado sofrido traumatismo craniano, além de terem fraturado as pernas, enquanto que o motorista sofrido apenas escoriações leves e o criminoso não sofreu um arranhão se quer.

Ameaças da própria família

Agora, o jovem criminoso está sob pressão da própria família, segundo relata um dos irmãos dele, os familiares já decidiram, se alguma das acidentadas morrer, o jovem será o próximo a morrer, pois está sendo responsabilizado pelo acidente que poderá matar a própria mãe.

Após assumir a SEDEL Márcio Jardim tem prejudicado os municípios do interior do estado nas modalidades individuais

Foto – Blog do Zeca Soares

Estudantes, professores e secretários municipais de esportes das cidades que fazem parte do conjunto de participantes do Sistema Jogos Escolares Maranhense – JEMs, têm reclamado muito a respeito das últimas mudanças na estrutura de funcionamento das etapas do evento. Codó sediará entre os dias 08/07 a 18/07 a Etapa Regional dos JEMs e cerca de vinte cidades estarão em solos codoenses disputando apenas uma vaga para a Etapa Final em São Luis nas modalidades individuais e coletivas.

Entenda o caso

Se acordo com os prejudicados, após a entrada do atual Secretário Estadual de Esportes, Márcio Jardim, as cidades do interior têm perdido espaço na participação do maior evento esportivo educacional do Maranhão, isto porque diretores da SEDEL têm criado barreiras para beneficiar as escolas da capital, tomando medidas que de fato prejudicam a todos do interior sob o pretexto de enxugar a máquina e tornar o evento mais dinâmico e de maior qualidade técnica.

Vamos entender primeiro o que é o JEMs:

Os JEM’S 2016 é um evento esportivo-educacional, inclusive o maior do estado, têm por finalidade aumentar a participação de atividades esportivas em todas as Instituições de Ensino públicas e privadas do estado do Maranhão , e promover a ampla mobilização da juventude estudantil maranhense em torno do esporte. Os JEM’S 2016 servem como etapa classificatória das modalidades contidas nos JOGOS ESCOLARES DA JUVENTUDE 2016 (JEJ), nas categorias Infantil (12 a 14 anos) e Infanto (15 a 17 anos), nos naipes Masculino e Feminino.
A hegemonia do Codó no Atletismo
Quando a delegação de Codó chega a São Luís, parece que o chão treme e os adversários de outras escolas tremem somente em ouvir o nome da cidade. Várias pessoas deram e outras ainda dão sua parcela de contribuição para o atletismo codoense ser temido e respeitado no Norte Nordeste do país, isto por conta dos grandes nomes que surgiram da pista do Estádio Renê Bayma, representando a cidade de Codó em todo país e agora, a SEDEL por meio de algumas pessoas que tentam excluir de forma venal a participação do interior nos JEMs, isto é um absurdo.

Dentre as medidas, a mais criticada é a de realizar a Etapa Intermunicipal Regional para as modalidades individuais, pois antes os campeões em seus municípios eram classificados direto para a etapa final na capital maranhense, podendo assim representar suas escolas e cidades. Pelo calendário, a modalidade atletismo terá de ser realizada em dois dias, de acordo com o cronograma repassado pela SEDEL aos municípios.

Dentro do atletismo existem várias provas com características distintas, como por exemplo os 100 metros rasos, 400 metros rasos, 110 com barreiras, salto em distância e etc, porém, há também o que chamamos de provas combinadas, estas são um conjunto de provas que cada atleta em sua faixa etária participa durante a competição, um exemplo:

a – Para a categoria infantil feminino – Pentatlo ( combinação de cinco provas);

b – Para a categoria infantil masculino – Heptatlo ( conjunto de sete provas);

c – Para a categoria Infanto Feminino – Octatlo ( combinação de oito provas) e

d – Para a categoria infanto Masculino – Decatlo ( combinação de dez provas); daí vem meus  questionamentos:

01 – Como nossos atletas realizarão estas dez provas em dois dias, se nem mesmo nas competições profissionais os atletas realizam estas provas em no mínimo quatro dias?

02 – Por que os atletas terão que participar das seletivas intermunicipais nas modalidades individuais se antes se classificavam direto para a etapa final na capital e nós professores não reclamávamos de alojamento?

03 – O que senhor Secretário Márcio Jardim tem contra as cidades do interior, será que é por conta do domínio das provas individuais, principalmente no Atletismo ter a hegemonia do interior e com isto diminuem as chances de competidores da capital terem a chance de disputar os Jogos Escolares da Juventude?

Com a resposta o Secretário Márcio Jardim.

UFMA – Nota de esclarecimento: Campus de Codó

Foto Nota de esclarecimento: Campus de Codó

Em respeito à opinião pública e à verdade dos fatos, a Universidade Federal do Maranhão vem esclarecer o seguinte:

1. É inverídica a informação de que na residência estudantil do Campus de Codó “somente o aluguel está sendo custeado pela UFMA, mas que os débitos com as contas de energia elétrica, de água, Internet e outras, não estão sendo tomadas como de responsabilidades da universidade”.

2. O contrato de locação (CT nº 16/2015 – DMPS/PROGF; CT nº 38/2015 SICON, publicado no Diário Oficial da União, seção 3, página 38, de 27 de maio de 2015 – Aditivo publicado no Diário Oficial da União, seção 3, página 35, de 25 de maio de 2016) dispõe, no item 4.1.10, que compete a UFMA  “efetuar o pagamento das despesas de consumo de energia elétrica, água e esgoto”.

3. A UFMA instaurará sindicância para apurar a responsabilidade pelo não encaminhamento, em tempo hábil para o pagamento, das faturas referentes ao consumo de energia da residência estudantil no Campus de Codó.

4É necessário enfatizar que os problemas relatados na referida residência foram sanados e as contas pendentes foram pagas, com pleno restabelecimento do fornecimento de energia.

5A Pró-Reitoria de Assistência Estudantil não efetua o pagamento de bolsa a estudante para custear despesas de responsabilidade da Instituição, conforme erroneamente informado.

6Por fim, a UFMA está à inteira disposição para todos os esclarecimentos que vierem a ser solicitados pelo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e demais órgãos de controle, haja vista que o diálogo e a plena transparência são pilares da atual gestão.

Revisão: Patrícia Santos

UEMA inaugura Ambulatório no Campus de Caxias

DSCN8057Visando a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, além do atendimento à população, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) inaugurou, na manhã da última sexta-feira (17), o Ambulatório Universitário do Campus de Caxias, localizado à Rua Quininha Pires, 746, no centro da cidade, com a presença do reitor Gustavo Pereira da Costa, da diretora do Campus, Valéria Cristina Pinheiro, e do prefeito do Município, Leo Coutinho.

O Ambulatório, que tem como coordenadora, a professora e enfermeira Irene Sousa da Silva, está ligado aos cursos de Medicina e de Enfermagem da instituição.

De acordo com a professora Irene, o Ambulatório vai atender à população em consultas médicas e enfermagem, nas especialidades básicas, como: Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Cardiologia, além da verificação de pressão arterial. Ela reassaltou, ainda, que o próximo passo será a ampliação do espaço para a realização de exames de imagens (Raio X, Ultrasson e Eletro).

“O nosso Ambulatório, na verdade, é um Ambulatório-Escola. O professor, ao ministrar sua disciplina prática, poderá utilizá-lo, pois a nossa intenção é oferecer ao aluno e à população, um serviço de qualidade”, apontou Irene.

Para o prefeito de Caxias, Leo Coutinho, este novo espaço é a concretização de uma reivindicação antiga dos??????????????????????????????? estudantes, que servirá para fortalecer a região no atendimento à população. “A Prefeitura está disposta a fazer uma importante parceria com a universidade, porque será um benefício para a UEMA, para o Estado e, é claro, para o Município de Caxias”, disse Leo.

Conforme explica a professora Valéria, o Ambulatório vai oferecer um campo de estágio para a prática de várias disciplinas dos alunos de Medicina e de Enfermagem, assim como, um atendimento ambulatorial para a comunidade. “Vai ser um serviço de referência que a população vai poder usufruir”, declara.

Conforme explica o reitor Gustavo Costa, a universidade entrega, hoje, o Ambulatório Universitário, do Campus de Caxias, um empreendimento aguardado com muita expectativa, que neste momento foi possível concluir sua parte de infraestrutura e dotá-lo de pessoal qualificado para dar início às atividades ambulatoriais em nível básico de atendimento com algumas de especialidades, inicialmente eleitas pelos professores dos cursos de Medicina e Enfermagem de Caxias.

DSCN8115“O propósito deste Ambulatório, além de fazer com que os alunos da área médica possam ter uma experiência prática maior, busca, também, integrar as redes municipal e estadual de saúde, num esforço coletivo de melhorar a qualidade de vida do povo maranhense”, esclarece o reitor. E acrescenta: “A população de Caxias vai contar, agora, com mais um espaço, um espaço específico muito bem delimitado, porque é um ambulatório-escola, que tem como objetivo principal a formação dos profissionais da área médica, mas, que, certamente, trará um grande benefício à sociedade caxiense”.

Ainda participaram do evento o vice-reitor Walter Canales, os pró-reitores Marcelo Cheche (PPG), e Gilson Mendonça (PRA), a diretora do Curso de Medicina, Rose Marie Gomes, o diretor do Curso de Enfermagem, José de Ribamar Ross, o chefe de Gabinete da Reitoria, César Choairy, Assessores, alunos, servidores e autoridades convidadas.

Texto: Alcindo Barros

Após fracasso em negociação com credores, Oi pede recuperação judicial

Oi

A Oi e seis subsidiárias entraram com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira após fracasso da maior companhia de telefonia fixa do Brasil nas negociações para reorganizar e reestruturar sua dívida de 65,4 bilhões de reais antes do vencimento de bônus em julho.

O pedido de recuperação judicial –o maior da história do Brasil, de acordo com dados da Thomson Reuters– precisa de aprovação judicial. Uma vez que a justiça aprovar o pedido, a Oi terá 60 dias para apresentar um plano para reorganizar o negócio e pagar suas obrigações.

A decisão ocorre dois meses após a Oi e vários credores iniciaram conversas para reestruturar cerca de 50 bilhões de reais em dívidas bancárias e em bônus. As conversas foram suspensas no início do mês, depois que alguns importantes acionistas resistiram às negociações devido a perspectiva de que um acordo com credores poderia reduzir suas participações na empresa drasticamente, disseram fontes à Reuters na época.

Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oi disse que o pedido na justiça do Rio de Janeiro resultou de “obstáculos confrontados pela administração para encontrar uma alternativa viável com credores”.

“Considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das empresas Oi à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas, ameaças ao caixa das empresas com iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das empresas, a Oi julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada neste momento.”

Preocupações sobre um iminente plano de recuperação judicial aumentaram em 10 de junho quando o presidente-executivo Bayard Gontijo renunciou depois que a maioria no Conselho de Administração empacou na direção de uma reestruturação. Um destes acionistas, Pharol SGPS, criticou o apoio de Gontijo para uma proposta de um credor que daria a ele uma fatia de 95 por cento na Oi.

“Como antecipado, negociações não chegaram a um acordo entre as partes, e investidores estão esperando o próximo passo da Oi”, disse Paolo Gorgó, um investidor baseado na Itália especializado em casos de dívidas em dificuldades.

Fruto de uma fusão patrocinada pelo governo brasileiro há oito anos e única operadora controlada por capital nacional, a Oi vem lutado há anos contra o fardo das metas de expansão obrigatória de linhas fixas, crescente competição nos segmentos de telefonia móvel e de dados e aumento do endividamento.

Na semana passada, a Oi alertou que, sem uma reestruturação da dívida, 92 por cento do caixa existente seria esgotado até o final do ano, tornando as operações “insustentáveis”.

Uma fonte com conhecimento direto da decisão disse à Reuters nesta segunda-feira que a empresa está confiante de que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) manterá licença de operação da Oi em todo o processo. A Oi pretende manter os mais elevados padrões de qualidade de serviço durante do processo, disse a mesma fonte.

    A Oi não quis comentar além do pedido de recuperação judicial. Em comunicado separado, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) disse que pedido de recuperação da Oi vai acelerar discussões para revisão das regras da indústria, sem mencionar a emissão das licenças.

    Outra fonte disse à Reuters que detentores de bônus já em negociação com a Oi não foram avisados sobre a decisão da empresa em buscar recuperação judicial. No início deste ano, os credores formaram um grupo que estava sendo assessorado pela Moelis & Co.

Uma assembleia de acionista da Oi foi convocada para o dia 22 de julho para deliberar sobre o pedido de recuperação judicial.

VENCIMENTO EM JULHO

As ações preferenciais da OI fecharam em queda de 10 por cento nesta segunda-feira com a proximidade dos prazos para o pagamento da dívida adicionado temores de que a empresa poderia falir ou pedir recuperação judicial no meio da reestruturação da dívida. As ações ordinárias recuaram cerca de 6 por cento nesta segunda-feira, levando a queda acumulada no ano para 47,5 por cento.

As controladas da Oi que também pediram recuperação judicial são Oi Móvel SA, Telemar Norte Leste SA, Copart 4 Participações SA, Copart 5 Participações SA, Portugal Telecom International Finance BV e Oi Brasil Holdings Coöperatief UA.

    Analistas disseram que a dívida da Oi é insustentável no curto prazo, com quase metade vencendo até o final de 2017.

O serviço da dívida também é um desafio para a Oi, cuja dívida é 75 por cento denominada em outras moedas que não o real – que caiu 16 por cento em relação ao dólar nos dois últimos anos.

    Especialmente desafiador era o vencimento em obrigações da Portugal Telecom International, de 230 milhões de euros, prevista para julho.

    De acordo com a primeira fonte, que pediu anonimato por causa da sensibilidade da situação, o referido pedido para proteção judicial resultou da percepção da empresa de ser incapaz de implementar as medidas necessárias para troca de bônus existentes por novos e emitir ações a credores.

 

Especial – Lei que reconhece a Toada “Urrou o Boi” como Hino e obriga execução no início de qualquer atividade cultural nasceu morta

Vídeo é uma Reprodução do Programa Maranhão TV – 25 anos, apresentado por José Raimundo Rodrigues, um baluarte da divulgação da Obra de Bartolomeu dos Santos “O Coxinho”

Você sabia que existe a Lei nº 5.299 de 12 de dezembro de 1991, de Autoria do ex deputado estadual Benedito Coroba e sancionada pelo ex governador Edison Lobão, que obriga a execução em qualquer evento cultural e artístico em qualquer parte do território maranhense da Toada (música no Bumba meu Boi) “URROU DO BOI”, de autoria de Bartolomeu dos Santos, mais conhecido como COXINHO, cuja toada foi oficializada como HINO CULTURAL E FOLCLÓRICO DO MARANHÃO?

Pois é, infelizmente nem mesmo as pessoas ligadas à cultura em nossa cidade sabem que esta Lei existe, ou se sabem fazem vista grossa, o que acaba sendo pior. A Lei obriga que a execução seja feita antes do início dos trabalhos das festividades culturais, Bartolomeu dos Santos “o Coxinho”, representa o ícone da nossa Cultura Contemporânea, mas infelizmente não é citado em salas de aula.

No São João, temos o que de mais rico representa nossa identidade cultural, mas estamos deixando de ensinar nossos filhos a manter viva a herança da nossa história, dos nossos antepassados. O Bumba Meu Boi já foi tema de estudos acadêmicos das mais diversas escolas científicas e nacionalidades, já foi considerado pelo escritor Mário de Andrade (1893-1945) uma das manifestações folclóricas mais originais do Brasil. Fruto da mestiçagem negra, índia e branca, essa brincadeira secular impera no Maranhão durante as festas juninas. Canto e dança sincronizam-se na movimentação de personagens coloridos, num verdadeiro diálogo entre tempos remotos e contemporâneos.

Em nosso Estado, tanto na capital como em todas as cidades do interior, os festejos juninos são comemorados com apresentações próprias da época e muitas outras que são importadas de outras localidades e “Coxinho” representa o que de mais vivo temos na nossa cultura.

O que é extremamente lamentável e triste, ainda mais quando manifestações famosas deveriam incentivar o cumprimento da lei,  e não dão um pingo de valor. Em Codó nenhum arraial que iniciou suas atividades cumpriu esta Lei, se por ignorância ou desconhecimento vamos ter mais uma temporada desrespeitando mais uma vez a lei que já completou seus quase 25 anos de criação desde 1991.

Conheça um pouco da vida de Bartolomeu dos Santos – Texto abaixo extraído do Jornal Pequeno :

Foto: Maranhão TV, Difusora

Bartolomeu dos Santos, o popular Coxinho, nasceu em 24 de agosto de 1910, no lugarejo Fazenda Nova, nas proximidades de Lapela (considerado um dos maiores redutos de afrodescendentes no município de Vitória do Mearim). Órfão de pai e mãe, ainda menino, logo teve que “enfrentar sozinho as dificuldades que a vida oferece àqueles que bem cedo perdem o doce convívio dos pais”, como diz o escritor vitoriense Arimatea Coelho (1998). Sua estréia como cantador de Boi deu-se em 1924 (ano marcado por uma das maiores enchentes no Estado), no seu município de origem, aos 14 anos, na condição de “vaqueiro perdido”, do boi de cofo “Reis do ano”, com a toada: “Mas essa é que é a serpente marinha/ Que conduz porco e saco de açúcar/ E até panero de farinha”.

Aos 16 anos (1926), deixa a terra natal, com destino a São Luís, onde começou a trabalhar como “moço de convés”, em embarcações que faziam o tráfico marítimo/fluvial São Luís-Grajaú. Sempre envolvido com os folguedos juninos do Bumba-meu-boi, de porto em porto, por onde desembarcava, na rota das muitas viagens, angariando sempre muitas amizades com cantadores de boi (dentre estes, Rosalvo Simplício Moreno, conhecido nas rodas de guarnicê da Baixada por Rosalino ou Rosa Bobagem), aos poucos foi ascendendo, na hierarquia da brincadeira, chegando, em 1938, ao status de amo.

A partir de 1940 (início do ano), Bartolomeu (Berto, no seu tempo de cantoria pelo interior maranhense), começa a destacar-se nas rodas de Boi de São Luís. A partir de 1945, integra-se a dois grupos de Bumba-boi da Baixada, dos mais famosos do Maranhão: o de Viana e o de Pindaré – que, juntamente com o de São João Batista, compõem o subgrupo da Baixada (uma das divisões do chamado Grupo Indígena, que tem na matraca o diferencial inconfundível do sotaque).

Sobre o assunto, vale ressaltar que, segundo a pesquisadora Maria Michol Pinho de Carvalho (1995), em 1945, foi criado,em São Luís, o Boi de Viana, tendo como líder do batalhão Apolônio Melônio, até 1959 – quando este então, desligando-se do grupo de origem, organiza, em 1960, na Floresta (Liberdade), ao lado de João Câncio e Coxinho, um outro boi, que, na força da voz do povo, ficou conhecido como Turma do Pindaré, contando este com quatro amos: Apolônio e Cochinho de um lado, João Câncio e Cobrinha do outro. Em 1967, nova cisão: João Câncio, separando-se de Apolônio, leva parte do grupão original para o Bairro de Fátima (onde residia). É quando Coxinho, até então meramente um cantador brilhante, passa a dividir com João Câncio o encargo de amo do Boi de Pindaré.

O ano de 1971 registra um momento muito especial na vida deste admirável cantador da Baixada: da sua união com Maria Jocelina Sousa dos Santos, nasce o primogênito do casal, José Plácido Sousa dos Santos (o Zequinha, herdeiro do pai no dom da cantoria, continuando-o, como um dos cantadores do Boi de Pindaré, cujo miolo é um dos seus irmãos, Edmilson Sousa dos Santos). O ano seguinte (1972) foi-lhe ainda melhor: o batalhão de João Câncio, ou seja, o Boi de Pindaré, foi sagrado campeão, com a toada de Coxinho – a até hoje insuperável Urrou do Boi, adotada oficialmente, anos mais tarde, pelos órgãos administradores da cultura do Estado, como hino do folclore maranhense. Nesse mesmo ano, o cada vez mais famoso Boi de Pindaré, gravava o seu primeiro disco (long-play) com toadas de Coxinho. Disco “antológico, no cancioneiro popular, projetando a cultura maranhense no cenário nacional”, como observa Airton Marinho (2002), de quem ainda o acréscimo: “…versões e regravações daquelas toadas foram feitas, sucessivamente, inclusive por intérpretes de prestígio nacional, como por exemplo, o conjunto Boca Livre. Reedições, na voz de Coxinho, também foram feitas. Mas o Boi de Pindaré e seu principal cantador nunca receberam o respectivo pagamento pelos direitos autorais”.

Em 1977, com o falecimento de João Câncio, nosso protagonista passa a assumir, inteiramente, a responsabilidade de amo do Boi de Pindaré. Em 1979, por obra e graça do governador João Castelo (1979-1982), este exímio cantador foi contemplado com um emprego na Secretaria de Desportos e Lazer (SEDEL), a partir do qual conseguiu, anos mais tarde, a aposentadoria de um salário mínimo – seu pão de cada dia por muitos anos. Foi, também, às expensas do Estado, ainda no governo de João Castelo (segundo o depoimento de José Plácido, filho mais velho de Coxinho, ao acadêmico Airton Marinho – 2002), que obteve a sua casa própria (nº. 435, rua 10, Bairro de Fátima, também cognominada de Rua João Henrique – ), ainda hoje pertencente à família.  E nesse contexto, surgiu a toada:

“Meu vaquero, vamo dá uma volta/ Até o Palácio dos Leões/ Eu vou falá com João Castelo/ Que é o governo do Maranhão/ Que eu vou dar um passeio em Brasília/ Pra conhecer João Figeiredo/ O chefe da nossa nação”.

No parágrafo a seguir, ainda, Airton Marinho (2002), num tocante depoimento sobre o nosso herói… Ei-lo que recorda:

“Em 1987, uma cena constrangeu São Luís do Maranhão: Coxinho, fustigado pela pobreza, pela enfermidade e pelo abandono, voltava às ruas como pedinte, o que já fizera outras vezes. Doente, perambulava como mendigo e fazia ‘ponto’ na Rua Grande, buscando o sustento dos nove filhos, abandonado como estava, desde o ano anterior, pela mulher Maria Jocelina. Foi nessa época que, num certo dia, chegando à casa de minha mãe, na Rua de Santa Rita, no centro da cidade, deparei com ele fazendo um lanche, rodeado pelos filhos pequenos. Ele descobrira a morada de sua amiga de infância, a filha de Mamede Barros de Lapela e Vitória do Mearim. Sua presença na casa de mamãe, para merendar e conversar, tornou-se uma constante durante aquele período de mendicância que, tudo indica, terminou somente quando o governo do Estado, chefiado por Epitácio Cafeteira, ainda naquele ano, lhe concedeu uma pensão vitalícia de cinco salários mínimos”.

E enfim, a última década do século XX, próximo passado. No dia 24 de abril de 1990, sob os auspícios da Prefeitura Municipal, Coxinho fez-se presente na cidade de Vitória do Mearim, para a festa comemorativa do aniversário do Município. Quase cego, e em cadeira de rodas, grande foi a sua alegria ao rever o velho parceiro Rosa Bobagem e com este cantar, numa breve apresentação na Praça Rio Branco. Em agosto desse mesmo ano, quando do seu 80º aniversário, toda a comunidade boieira de São Luís reuniu-se, num show (cuja renda lhe foi revertida) comemorativo dessa data. O evento, que contou com a participação de cantadores como Mané Onça (Boi da Madre Deus), João Chiador (Boi da Maioba), Inaldo (Boi de Axixá), Sabiá (Boi de São José de Ribamar), Gago (Boi da Floresta), teve um encerramento inesquecível, com a presença viva do próprio Cochinho, cantando com Sebastião Aroucha (o novo amo do Boi de Pindaré), seguindo-se a exibição espetacular do respectivo Batalhão. No ano seguinte (1991), a 03 de abril, Bartolomeu dos Santos despediu-se deste mundo para ir morar no céu. Na toada Coxinho (gravada pelo Boi Barrica em 1992, no CD Bem Maranhão), o poeta e compositor popular, Juca do Bolo, liriciza o acontecimento com muita emoção. Fiquemos com ela:

“Companheiro/ Coxinho foi morar no céu/ Deixou o brilho no chapéu/ Do cantador da Baixada/ Eu fiquei com pena dele/ por não poder fazer nada/ Mas quando chegar mês de junho/ Eu vou lembrar na boiada”.

Lá vem meu boi urrando,
subindo o vaquejador,
deu um urro na porteira,
meu vaqueiro se espantou,
o gado da fazenda
com isso se levantou.
Urrou, urrou, urrou, urrou
meu novilho brasileiro
que a natureza criou

Boa noite meu povo
Que vieram aqui me ver
Com essa brincadeira
Trazendo grande prazer

Salve grandes e pequenos
Este é meu dever
Saí pra cantar boi bonito pro povo ver

São João mandou
Que é pra mim fazer
Que é de minha obrigação
Eu amostrar meu saber

Urrou, urrou, urrou, urrou
meu novilho brasileiro
que a natureza criou

Viva Jesus de Nazaré
E a Virgem da Conceição
Viva o Boi de pindaré
Com todo seu batalhão
São Pedro e São Marçal
E meu senhor São João

Viva as armadas de guerra
Viva o chefe da nação
Viva a estrela do dia
São Cosme e São Damião

Urrou, urrou, urrou, urrou
meu novilho brasileiro
que a natureza criou
REFERÊNCIAS

ARIMATEA COELHO. Uma resistência cultural. Jornal O Estado do Maranhão. São Luís, 03.06.1998.

CARVALHO, Maria Michol Pinho de. Matracas que desafiam o tempo: é o bumba-meu-boi no Maranhão. São Luís, 1995.

MARINHO, Airton. O Cantador Coxinho: atravessando as noites e surpreendendo as manhãs – discurso de posse e elogio ao patrono na Academia Arariense-Vitoriense de Letras. Revista da AVL, ano 01, nº. 03. São Luís: Edições AVL, 2002, pp31 a 47.

SANTOS NETO, Manuel. Uma festa para Coxinho. In: Jornal O Estado do Maranhão, Caderno Alternativo. São Luís, 24.08.1990.

SARNEY, Ivan. Um cantador na eternidade (crônica). Jornal O Estado do Maranhão. São Luís 09.03.1991 (última página).