Governador Flávio Dino veta reajuste a servidores estaduais

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Não foi dessa vez que os servidores estaduais tiveram o reconhecimento do governo do estado do Maranhão. Apesar de alguns órgãos importantes terem sido por mera coincidência agraciados com concessão de reajustes salariais, como por exemplo o TCE, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Assembleia Legislativa, coincidência porque estes órgãos podem incomodar o chefe do executivo, pois são órgãos fiscalizadores.

Enquanto isso, os demais servidores ficarão a ver navio, chupando dedo ou como queiram. A Assessoria Jurídica do SINTSEP já está trabalhando no caso.

O Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo protocolou na Casa Civil, na semana passada, a proposta de implantação do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE). Demos um prazo de dez dias para que o Executivo marque uma agenda com a entidade. Em uma reunião do Fórum realizada nesta quinta-feira (16), decidimos que aguardaremos até a próxima quarta-feira (23) por uma resposta. Caso não haja negociação, faremos uma grande mobilização no mês de abril. Publicou a assessoria de comunicação do sindicato em seu site.

Imbróglio na política de Bacabal continua – Zé Vieira deverá deixar cargo de prefeito

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Parece não ter fim a confusão política da cidade de Bacabal-MA, na última quinta-feira, o prefeito  Zé Vieira, teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral. Zé Vieira possui várias pendências judiciais, o que o torna inapto para concorrer a qualquer cargo eletivo.

A inelegibilidade pelo artigo 1º, inciso I, alínea g da Lei Complementar 64/90 do candidato Zé Vieira ao cargo de prefeito de Bacabal foi reconhecida na última quinta-feira, 16 de março, pelos membros do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

Ele já era considerado inelegível pela alínea “i” e esta segunda ocorre após provimento parcial de embargos de declaração interposto pela coligação “Bacabal Rumo ao Futuro” no processo 187-25. Ao relatar o voto, o desembargador Raimundo Barros considerou que o fato atrelado à condenação de José Vieira era apto para ensejar reconhecimento de inelegibilidade, acompanhando integralmente parecer do Ministério Público Eleitoral.

O artigo 1º, inciso I, alínea g da Lei Complementar 64/90 prevê que aqueles “que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição (redação dada pela Lei Complementar n.º 135, de 2010).

Entenda

Liminar que suspendia a aplicação da inelegibilidade pela alínea g da Lei Complementar 64/90 foi suspensa em julgamento de mérito pelo STJ, mas José Vieira está atualmente prefeito de Bacabal por força de liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Participaram do julgamento os membros Ricardo Duailibe (corregedor), Ricardo Macieira (diretor da EJE), Sebastião Bonfim (ouvidor), Suely Feitosa (substituta) e Daniel Blume (substituto).

Fonte: TRE-MA

“Grupo João Santos” poderá deixar rombo e aplicar calote em trabalhadores enquanto Justiça do Trabalho permanece inerte

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No dia 15 de março de 2017, fez um ano que os trabalhadores das empresas Itapagé e Agrimex S. A., ambas pertencente ao grupo industrial João Santos, “Cimento Nassau” com sede no município de Coelho Neto-MA, estão em greve por atraso de pagamento de salário, férias, décimo terceiro salário, eliminação do plano de saúde, apropriação indébita e outros.
Neste período a greve foi suspensa por quatro meses em razão de  um acordo entre empresa, sindicato e homologado na justiça do trabalho, porém não cumprido pelas empresas. O processo está em tramite na justiça do trabalho (TRT – 16) aguardando decisão, os trabalhadores permanecem acampados na portaria das empresas aguardando decisão da justiça para pagar os trabalhadores, desde janeiro que as empresas não se manifestam com nenhuma informação e proposta para solucionar o problema, os trabalhadores estão passando necessidade extrema sem ter o que comer e sustentar a família, um verdadeiro absurdo.
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No dia 15/03, cada trabalhador levou para o acampamento um pouquinho de alimento, e juntos fizemos um almoço para celebrar o mais triste aniversário, um ano de greve, a mais triste e difícil situação vivida por estes trabalhadores nos 44 anos de existência das empresas no município. Muitas pessoas podem não dá a importância ou não está nem aí com o problema, mas quem vive o dia a dia com os trabalhadores sabe o quanto eles estão sofrendo e passando necessidade devido ao descaso, falta de respeito e responsabilidade destas empresas para com os empregados.
Como todos sabem, a família que comanda o “Grupo João Santos”, possui apadrinhados políticos por onde se instalam, financiam campanhas políticas e por isso cada manifestação feita, não mobiliza a classe política e muito menos a justiça.
O caso de Coelho Neto, não é diferente do que acontece em Codó, os mesmos problemas são vivenciados pelos funcionários que, demagogicamente são chamados de colaboradores, que estão com vencimentos atrasados que chegam atá três meses.
Somente uma auditoria poderá apontar o que aconteceu de fato com uma indústria do setor de cimento que praticamente monopolizava o mercado do Norte-nordeste do pais. Em Codó, a empresa, desde que se instalou na cidade, sempre com apoio da câmara de vereadores e dos prefeitos, teve seus pedidos de isenção de impostos para explorar a matéria prima das jazidas codoenses, por isso paira a dúvida: “Se com tanto incentivo dado à Fábrica Nassau, porque ela chegou ao patamar atual?
Texto de Mariano Crateús, Presidente do SINPACEL e adaptado pelo Blog do Bezerra

Ginásio Carlos Fernando, de Esportes ou de Eventos?

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Criticar é algo muito fácil. Basta você dizer que não está de acordo com o que está acontecendo. Porém, gosto de emitir críticas construtivas, buscando através do meu ponto de vista, oferecer à outra parte, opções de entendimentos entre a diversidade de opiniões.

Desta feita, utilizo este blog esportivo, para expressar meu sentimento, como Professor de Educação Física atuante em Codó desde o ano de 2002, como treinador de equipes escolares, como desportista e como ex-atleta de futsal.  Com minha indignação, levo junto o mesmo sentimentos de todos os professores, treinadores, alunos e desportistas que utilizam o ginásio Poliesportivo Carlos Fernando.

Ginásio este que esperamos mais de cem anos para termos em Codó, com dimensões oficiais, para o futsal, handebol, voleibol e aulas de educação física.

O ginásio Carlos Fernando foi inaugurado no aniversário de Codó, 16 de abril de 2014. Logo tornou-se o palco dos Jogos Escolares Codoenses, de Etapas Regionais dos Jogos Escolares Maranhenses, de Campeonatos Brasileiros de Handebol, de Campeonatos municipais de handebol e futsal, de treinamento de equipes codoenses escolares e adultas e de aulas  de educação física de escolas municipais, estaduais e particulares.

No entanto, o ginásio Carlos Fernando atraiu a atenção de Igrejas, de quadrilhas juninas, de cerimônias de casamento, de festas de aniversários… Fato este que não concordo, pois tira os professores, alunos, atletas e desportistas do seu habitat natural, para privilegiar outros interesses, que não são pertinentes ao ambiente, sem falar que estes eventos na maiorias das vezes utilizam palcos e cadeiras que desgastam, quebram e arrancam as caríssimas placas de paviflex que compõem o piso esportivo.

Com o novo governo, “Mais avanço, mais conquistas”, com a nova e competentíssima equipe da Superintendência de Esporte (Posso afirmar isso com veemência), esperava que o ginásio Carlos Fernando fosse utilizado somente para os fins a que fora destinado: Esportes. Porém, mês passado a SEMECTI utilizou dois dias seguidos com a Semana Pedagógica de Educação, com o pesadíssimo palco e as famosas cadeiras, que como já relatei, arrebentam o piso.

Neste final de semana está sendo pior para os desportistas codoenses, pois hoje, amanhã e sábado, o ginásio não terá atividades esportivas. Hoje (16) e amanhã, está reservado para entrega dos cartões bolsa família e no sábado (18) será realiado um congresso de uma Igreja Evangélica, ambos com pesadíssimos palcos e as centenas de cadeiras sobre o já “desgastado” e caro piso.

As perguntas que me faço são: com vários auditórios, casas de eventos e clubes que existem em Codó, seria mesmo necessário usar o ginásio Carlos Fernando para realizar a Semana Pedagógica e entrega de cartões do bolsa família? Com os espaços anteriormente relacionados e as dezenas de luxuosas Igrejas que temos em nossa cidade, seria mesmo necessário utilizar o ginásio para realizar Congresso de Igreja?

Se as respostas forem sim, nós professores, treinadores, desportistas, atletas e os alunos, estaremos cada vez mais desprestigiados, pois abre-se um precedente infinito, pois todo mundo vai se sentir no direito de fazer o seu evento no GINÁSIO POLIESPORTIVO CARLOS FERNANDO, como por exemplo: entrega de sementes ao homem do campo, ensaios de quadrilhas, festas juninas, treinamento de seguranças para o carnaval, escolha do rei momo e da rainha do carnaval, parada gay, congresso da Igreja A, B, C, D, E, F…, festejo da Umbanda, Boi Raízes… Deixando assim, as aulas, os treinos, as competições e o lazer esportivo com a sobra de um espaço que deveria ser 100% esportivo.

Nos anos anteriores fiz os mesmos apelos, porém presenciei muitos eventos que danificaram o piso e fizeram com que as placas de paviflex se despreendessem do cimento, favorecendo risco de lesão aos diversos praticantes de esportes. Foram tantos eventos que nada tinham com o esporte, que um dia eu estava sentado na frente do ginásio, aguardando as alunas do futsal para um treinamento com objetivo de representar Codó em São Luís, quando chegou um senhora e perguntou ao vigia: Senhor, com quem eu falo pra eu realizar uma seresta aqui no ginásio? Não esperei a resposta, levantei-me e fui aguardar as atletas na quadra.

É visível a melhora do tratamento dado pelos funcionários do ginásio aos seus praticantes em comparação aos anos anteriores. Antigamente, o vigia fumava dentro da quadra no horário do treino dos alunos, quando não abandonava o local de trabalho, deixando o cadeado para o professor fechar quando terminasse seu treino ou aula. Inúmeras vezes tive que recolher baganas de cigarros e até mesmo cascos de cervejas da quadra antes de utilizá-la. Hoje em dia, o administrador do ginásio, os vigias e as zeladoras permanecem no local do trabalho, tratando alunos e professores de maneira educada e solícita. A quadra e os banheiros sempre estão limpos.

No entanto estes eventos extra esportivos, além de danificarem o piso, prejudicam pedagógica e tecnicamente, professores, treinadores, atletas e alunos que tem os seus horários com planejamentos pré estabelecidos para atingir seus objetivos. Para se ter uma ideia, somente estes dois eventos deste final de semana, irão prejudicar o planejamento e aplicação de atividades das seguintes Instituições:

– Educação Física e Treino das Escolas: Pequeno Polegar, João Ribeiro, Ananias Murad, Neyde Magalhães, Cristo Rei, Mundo do Conhecimento, Olympus, Alexandre Costa, Renê Bayma, Matta Roma, Colégio Batista e Projeto Educação e Esporte.
– Treinamento de Equipes Adultas: Handebol Pitchulla,  Futsal Feminino F10 Sports, Seleção de Voleibol, Futsal Feminino B-11 e Esporte Vitória Futsal.
– Grupos de Lazer Esportivo: Guarda Municipal, Secretaria de Governo, Rua Osmarino Medeiros e Rua Agenor Monturil.

Espero que a Superintendência de Esporte, a Secretaria de Governo e Administração “mais avanço, mais conquistas, escute o meu apelo e de toda classe desportista que utiliza a nossa principal praça de esportes de quadra.

Texto: Professor de Educação Física Fredson Ricardo

Fim do foro privilegiado: Randolfe consegue aprovar urgência

O senador Randolfe Rodrigues (Rede–AP) conseguiu as assinaturas de 41 colegas para dar urgência ao início das discussões da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2013, que pretende mudar as regras do foro privilegiado.

A PEC prevê o fim do benefício por prerrogativa de função para autoridades.

Os senadores vêm sendo cobrados nas redes sociais para assinar um requerimento de urgência para levar a plenário a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado.

Proposta senador Alvaro Dias (PV-PR) há mais de três anos, a matéria foi aprovada pela Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) em novembro do ano passado. Randolfe Rodrigues é relator do projeto.

Mobilização nacional mostrou que número de professores que reprovam administração Nagib aumenta

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No último dia 15/03, aconteceu em todo país, a mobilização nacional de protestos em diversos setores da nossa sociedade. Para os codoenses, a maior concentração de pessoas foi para as atividades voltadas para as ações  contra a administração municipal iniciada este ano.

Nem mesmo a participação do prefeito Francisco Nagib em sua emissora de rádio, tentando distorcer críticas a seu governo no que tange às mudanças. Até agora, os professores tiveram apenas cobranças, condições que é bom para se trabalhar, ainda anda longe da ideal.

Desde a concentração, até a dispersão, o que se via eram professores e professoras chateados com a forma como estão sendo conduzidos os trabalhos  da tão idealizada “Educação de Qualidade”, durante todo o percurso percebíamos que o sentimento predominante é o de revolta, com a ameaça das mudanças que podem ocasionar algumas derrotas para a categoria.

A mobilização serviu ainda, para mostrar que nos últimos anos, o Sindicato dos professores e servidores públicos municipais, ganhou força e ao longo dos quatro anos cresceu no número de servidores da educação, tem aumentado e como prova, temos o amadurecimento político.

Infelizmente, ainda há professores que preferem ficar no comodismo e no anonimato, do que arregaçar as mangas e lutar por seus direitos, mas fazer o que né? Cada cabeça ´uma sentença!

Prefeito de Codó disse que ordem para cobrar tributos de feirantes não partiu dele

Se não foi ordem do prefeito, de quem foi então, a determinação para que os fiscais de tributos da prefeitura saíssem às ruas notificando vendedores ambulantes, feirantes e principalmente às pessoas que vêm a Codó vender seus produtos das mais variadas espécies, tais como: frutas, galinhas, milho e assim vai…?

Bom, em entrevista concedida  na sua emissora de rádio, o prefeito Francisco Nagib teve a ousadia de dizer que ordem não partiu dele, então, o chefe do Executivo mostra que não tem voz de comando  e nem pulso, porém, sabemos que isso é a mais “pura mentira das catirobas” (termo utilizado pelo então candidato a prefeito), quem é que não sabe a capacidade do grupo do político e até onde querem levar a população?

Várias são as reclamações da forma como os feirantes e vendedores estão sendo tratados, sob a ameaças de perderem seus postos de trabalho? Ou paga, ou pegue sua banca e saia daqui, tem sido assim para todos os humildes trabalhadores informais da cidade.

Agora, reconheço que foi muita coragem do prefeito em fazer essa afirmação, querendo distorcer fatos mostrados no vídeo abaixo, onde fiscais fardados e de forma coercitiva trata um trabalhador, as imagens por si só dizem tudo!

Codoense é destaque em matéria de um Blog de Pedreiras-MA

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Provavelmente, você a conheça como“PERIGUETE”, “LINDA”, “NEOSALDINA”ou até mesmo como “GATA dos 2 reais”, mas o que você não sabe é que ela prefere mesmo é ser chamada pelo seu nome, Ivaldina, isso mesmo meu amigo leitor! Ivaldina Silva Santos, uma pessoa que já se tornou popular na cidade de Pedreiras, seja por suas frases famosas como “Ei gata(o), me dá dois reais” ou “Iaí Periguete!” seja pelo seu jeito peculiar e irreverente de ser, a mesma é pedinte e andarilha assídua das ruas da “Princesa do Mearim”. Muitos olham para ela com um certo ar de desconfiança ou preconceito, mas o fato é que a grande maioria dos moradores desta cidade a tratam bem e com o devido respeito, todavia nesta matéria preparada especialmente para você que tem em seu coração o verdadeiro sentimento de amor ao próximo, iremos revelar a verdade sobre esta pessoa tão querida. Acredite amigo, este é um relato fantástico!

Confira os detalhes da emocionante entrevista de Ivaldina Silva Santos, que abre o seu coração ao falar dos grandes momentos de sua vida, tanto os bons, como os ruins.

Jorge Henrique: Boa tarde, “Periguete!”. Quero iniciar esta conversa perguntando a você como prefere ser chamada.

Ivaldina: Rapaz, me chama mesmo de Ivaldina, eu não gosto que me chame de “periguete” não, mas o povo já acostumou né.

Jorge Henrique: Eu entendo. Então, nos diga sua idade e nome completo.

Ivaldina: Rapaz, eu num tô lembrada não, eu penso que eu tenho é 18 (Abrindo um largo sorriso), meu nome completo é Ivaldina Silva Santos.

Jorge Henrique: 18 anos?! (Risos). Você é natural de qual cidade?

Ivaldina: Eu tive de nascer em Codó, eu num digo isso pra ninguém não, acho que só tu que sabe.

Jorge Henrique: Como era a sua vida na cidade de Codó?

Ivaldina: Mermão, eu entrei numa maldita duma droga e perdi a vida boa que eu tive lá, tudo que é de pior na minha vida teve começo nas drogas.

Jorge Henrique: E como foi seu primeiro contato com o mundo das drogas?

Ivaldina: Sabe como é né? Eu fui e aí ninguém mandou eu ser forçada, ninguém mandou eu começar a fumar, eu que fumei, através dessa droga eu me arrebentei todinha com a minha vida. “Tô com vergonha de contar a minha vida pra tu” (Sussurrando).

Jorge Henrique: Eu quero que você fique totalmente à vontade, pois só vou perguntar aquilo que você puder me responder, mas eu quero que você me fale somente a verdade, entendeu?

Ivaldina: Então tá.

Jorge Henrique: Você lembra dos seus pais e de tudo que você tinha em Codó?

Ivaldina: Lembro! Meu pai é Valdimiro e a minha mãe que morreu de choque, é a Maria de Jesus.

Jorge Henrique: Que barra, é muito triste quando um filho perde a mãe, desta forma então, é pior ainda. Você tinha que idade quando ela morreu?

Ivaldina: Eu era pequenininha, desse tamanho assim ó (Gesticulando com as mãos a sua altura na época), eu era de 5 anos, só lembro que eu tava lá dentro, aí ouvi ela gritando de choque no quintal, tava se batendo no chão.(Limpando as lágrimas que aos poucos escorriam em seu rosto) Num gosto de lembrar disso não, a meu Deus do céu, isso dói muito na minha vida.

Jorge Henrique: Não fique assim Ivaldina, imagino que deve ter sido muito doloroso para você presenciar uma cena como esta. Vamos mudar um pouquinho de assunto então: Lá em Codó você já teve algum emprego?

Ivaldina: Não, eu nunca tive precisão, meu pai me dava tudo que eu queria, parou de dar quando tava sabendo das droga, mermão, eu entrei numa maldita droga, e por causa dessa droga eu tô aqui ó. Meu pai, se fosse por ele eu ainda tava lá (Com a cabeça baixa), mas eu caí na malandragem só com gente que num presta, agora eu tou aqui desse jeito, quem tem filho tem que prestar atenção nele se não entra nas drogas.

Jorge Henrique: Mas, você entende que o caminho das drogas é errado e faz mal para sua vida e para vida de tantos outros que estão nesta mesma situação?

Ivaldina: É errado, mas num é fácil sair não, porque o povo diz é assim “Vai pra uma crínica” a crínica é a gente, né os outros não, só quem tá lascado assim como eu sabe o que eu passo, doida pra sair dessa vida mas num tem jeito pra mim. (Com os olhos  já cheios de lágrimas, as mãos tremendo e um olhar levemente perdido como se procurasse alguém que lhe ajudasse, com um grande desejo de receber carinho, atenção e proteção).

Jorge Henrique: Alguém já tentou te ajudar? Pois fiquei sabendo que várias pessoas da cidade já tentaram, mas você sempre voltava para esse triste caminho.

Ivaldina: Já, já mi ajudaro muito, mas dentro de mim eu sinto que falta alguma coisa na minha vida, pra fazer eu mudar (Já com um semblante cabisbaixo).

Jorge Henrique: O que seria esta coisa que falta dentro de você capaz de mudar a sua vida? (Com um ar de expectativa)

Ivaldina: Jesus!

Jorge Henrique: Que resposta mais linda! Jesus quer você ao lado dele. Você já frequentou alguma igreja?

Ivaldina: Sim, eu rá fui crente, crente de ir mesmo pra igreja!

Jorge Henrique: Pelo que percebi, você ficou feliz ao falar que já frequentou uma igreja, então por qual motivo você parou?

Ivaldina: Por causa das droga do cão! O satanás atenta a gente de todos quanto é jeito, uma irmã disse que eu tava pra desviar, aí desviei mermo.

Jorge Henrique: Já perguntei se você alguma vez já trabalhou, mas por curiosidade vou te perguntar algo que me contaram. É verdade que você já passou em um concurso público?

Ivaldina: Ave Maria! Já foram fuxicar pra tu! Mermão isso é do passado, dói só de lembrar que num tenho mais a vida boa que eu tive lá.

Jorge Henrique: Mas é verdade mesmo?

Ivaldina: É, trabaiei de enfermera.

Jorge Henrique: Enfermeira! Então você deve ter concluído o ensino superior ou técnico em enfermagem certo?

Ivaldina: Não, era pedagugia, mas deram um jeito de eu entrar pra trabalhar lá de enfermage.

Jorge Henrique: Que notícia boa, vejo que você teve grandes conquistas na sua vida. Você tem filhos?

Ivaldina: Eu tinha faz tempo, era dois.

Jorge Henrique: Quais os nomes e idades deles?

Ivaldina: Mermão tú já tá querendo saber muito, era o Isac e Sara, os anos eu num tô lembrada, só sei que dei eles pro pai deles.

Jorge Henrique: Disso eu não sabia! Nessa vida perigosa que você leva no mundo das drogas, você já correu algum risco de morrer?

Ivaldina: Já, faz é tempo. Coisa de assassinato, mas num quero falar disso não, foi car disso que saí de lá.

Jorge Henrique: Mas você teme que algo ainda te aconteça mesmo você estando aqui?

Ivaldina: Sempre fico cum medo quando alguém inventa de tá atrás de mim, penso logo que é o doido lá que quer me matar por vingança, pensei até que tu era mandado, o dotô delegado disse pra eu ficar calada, pois que eu era inocente na história, e isso num é coisa de andar se falando não, né.

Jorge Henrique: Fique tranquila, não estou aqui para lhe fazer mal algum, apenas para contar um pouco da sua história para o povo da nossa região.

Ivaldina: Se subesse que essa droga me deixava com o corpo assi, eu dava minha vida pra Deus, mas eu sempre acabo me lascando no mundo de novo.

Jorge Henrique: Vou aproveitar que você já se sente um pouco mais à vontade e te perguntar, como é o teu dia a dia aqui em Pedreiras.

Ivaldina: Sei lá doido, eu queria era saber onde foi que eu errei, ninguém num entende, quem num usa pensa que é fácil de sair, mas né não, aí tem dia que eu num uso a pedra, mas sempre uso quando dá, num quero mais enganar o povo não (Com o rosto banhado em lágrimas), ás vez eu digo que vou comprar o de comer e vou é comprar droga.

Jorge Henrique: Onde você mora atualmente?

Ivaldina: Já morei mais de ano de baixo da ponte, lá era nojento, mas nun tinha aonde ficar, agora estou morando com meu namorado perto do “carrim” (Local próximo a rodoviária, onde há um pequeno casebre de apenas um cômodo feito de madeira). Mas o rio ta aumentano, e eu tô cum medo de ficar alagada.

Jorge Henrique: E o que você acha da cidade de Pedreiras?

Ivaldina: Eu acho muito bom, aqui tem muita gente boa, mas ninguém resolve o meu problema, só Deus! (Desta vez com a voz embargada, aos prantos e com a cabeça baixa).

Jorge Henrique: Vai ficar tudo bem! Acredite que algo é possível, lute pelo que você mais deseja e então acontecerá! Enxugue ás lágrimas, vou te fazer só mais algumas perguntas, aí terminamos nossa conversa.

Ivaldina: Eu quero ir mim embora, quero viver de boa, essa vida tá ruim, o home ta me pedindo a casa desde faz é tempo. (Novamente aos prantos).

Jorge Henrique: Prometo que irei lhe ajudar como eu puder, divulgar sua história de vida para as pessoas através do Blog do Joaquim Filho é uma das formas que posso fazer. Em relação a Codó, do que mais você gostava lá?

Ivaldina: Meu pai que era bom, meu fi, eu tenho medo, medo de o cara vim atrás deu, eu quero viver de boa, quero uma vida de gente.

Jorge Henrique: Não fique assim, ninguém te fará mal, você é uma boa pessoa, apenas fez algumas escolhas que prejudicaram muito a sua forma de viver. Ivaldina, percebi que você está ficando famosa na cidade, explique isso! (Risos).

Ivaldina: Moço, os comerciante me chama pra fazer vídeo de produtos né, aí vou né, é só coisa boa, porque eles me dão, e eu uso, as vezes vendo pra comprar droga, moço compra um sutiã pra mim, o meu rasgou!

Jorge Henrique: Nesse momento eu só posso comprar um lanche para você, pode ser?

Ivaldina: Podi sim, é mior que nada.

Jorge Henrique: A sua vida vai mudar para melhor, o primeiro passo a ser dado é por você! O que você fazia antes e hoje sente falta?

Ivaldina: Antes das droga eu era dançarina na igreja, fazia dança das música que tocava lá.

Jorge Henrique: Que legal, Ivaldina! Queria ter essa disposição, (risos).

Ivaldina: Ei menino, eu num quero dinheiro não, eu quero é o aluguel pra morar numa casa de verdade, o rie tá pra incher, é só 150 reais, me ajuda moço, óia, tu num precisa mi dar na minha mão, se tu quiser tu pode ir tu mesmo dar o dinheiro na mão da muié.

Jorge Henrique: Eu falei que irei lhe ajudar, e não volto atrás na minha palavra, vamos entrar em contato com as autoridades municipais e ver o que eles também podem fazer por você, ok?

Ivaldina: (Chorando muito) Eu tô cum saudade do meu pai, eu quero ir mim bora, é saudade de duer, as droga me acaba e hoje é assim que eu vivo.

Jorge Henrique: Ivaldina, e aqui em Pedreiras você já passou fome?

Ivaldina: Moço, aqui os pessoal só passa fome se quiser, o povo é muito bom comigo.

Jorge Henrique: Me alivia um pouco saber que a fome não é uma das suas principais privações, você tem amigos aqui?

Ivaldina: Tenho, os meninos sempre ajuda eu quando pode, tem um aí que o povo chama ele de liso, o “Tôin de França”, é gente boa, o moço do Paraíba disse que se eu saísse dessa vida na merma da hora ele me dava um emprego, o pessoal ajuda eu, só que é difícil essa vida de cão.

Jorge Henrique: Você aceitaria emprego se fosse para pagar o aluguel da sua casa?

Ivaldina: Mermão, sim, só não de babá, num gosto de criar menino dos outros, porque eles diz coisa cum a gente, e a gente que ta sendo pago num pode nem dizer nada cum pratão.

Jorge Henrique: Estamos chegando ao fim desta conversa, mas antes disso quero te fazer uma última pergunta, diga aos leitores do Blog do Joaquim Filho e a toda população de Pedreiras, Trizidela e região como seria sua vida dos sonhos, diga a todos nós como você gostaria de ser ajudada!

Ivaldina: Menino, o único que pode me ajudar é Deus, eu num quero mais usar droga não, eu quero é o meu corpo de volta, eu tô tão ferrada que é difícil de me imaginar eu saindo dessa vida de cão, pra viver de bem é só saindo das drogas, quando num vejo os outros usando eu até me controlo, mas só de ver já dá vontade de usar, quem puder me ajudar eu peço que me ajude, porque eu nunca roubei nem peguei nada de ninguém, e só peço o que dá pro dia, peço mesmo é pra Jesus me tirar dessa vida, num é vida de gente, o povo me chama de mendiga, mas mendigo também é gente! (Desta vez com a cabeça erguida, com os olhos cheios de lágrimas e preparando-se para ficar em pé e ir embora).

Jorge Henrique: Agradeço muito pela entrevista, sei que você deve estar com fome, pois conversamos muito, irei pagar um lanche para você agora, vamos?

Ivaldina: Vamos, quero milho assado na brasa!

Após a entrevista, fomos lanchar como eu havia prometido a ela, Ivaldina me contou outras histórias da vida dela que a fez chorar muito, tentei confortá-la, mas sem sucesso, logo depois do lanche ela seguiu sua vida andarilhando e pedindo nas ruas de Pedreiras.

Amigo leitor do Blog do Joaquim Filho, para muitos talvez uma matéria direcionada a história de vida de uma pessoa simples e sem poder aquisitivo ou influência político-social como Ivaldina, possa ser ignorada, alvo de piadinhas e demais tipos de pré-conceitos, mas a lição que fica é para os que verdadeiramente conhecem a palavra de Deus, aplicando o sentimento de amor ao próximo em seu dia a dia, foi possível aprender muito com ela, para os olhares mais atentos fica a lição da destruição que o caminho das drogas pode causar na vida de uma pessoa. Ivaldina Silva Santos, antes de escolher este terrível caminho formou-se, teve uma família, passou em um concurso público municipal, tinha a presença de seu pai que lhe dava todo amor e carinho que ela precisava, depois das drogas, infelizmente as coisas ruins começaram a acontecer, perdeu a família, o emprego, a saúde, a felicidade, a moradia e até mesmo o domínio mínimo da língua portuguesa, todavia nem tudo está perdido, ela acredita fielmente que pode sim, sair dessa situação e que o melhor caminho a ser seguido é o de Jesus Cristo! Se em algum momento do seu dia você tiver o prazer de encontra-se com uma pessoa simples, humilde e sincera como Ivaldina, converse com ela, pois às vezes apenas a atenção vale muito mais do que todo dinheiro que você possa dar a solidão e o sentimento de insegurança e impotência foi o que pude observar com mais clareza em seu semblante e em suas palavras, contudo, digo a você, desperte cada vez mais o sentimento de amor ao próximo que há em você, demonstre mais amor, mais carinho, mais respeito, mais compreensão pelo seu semelhante, pois tenho certeza que desta forma não só a Ivaldina, como também Deus se alegrará dos seus atos.

Não julgue os outros só por que os pecados deles são diferentes dos seus, ame mais, pratique mais amor, e jugue menos!

A vida agradece!

Blog do Joaquim Filho

 

PM de Codó tira mais uma arma de fogo das mãos de criminosos

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Por volta das 18h de ontem, 14/03, a equipe do Esquadrão Águia da PM de Codó, composta pelos Soldados: Maia, Borba Alves e Silva Nunes em abordagens realizadas no bairro Codó Novo a dois suspeitos que trafegavam em uma motocicleta, conseguiu prender em flagrante delito os nacionais: Elenilson dos Santos, 22 anos e Antônio Mendes, 18 anos. De acordo com os policiais, a dupla poderia tentar realizar assaltos ou até algum homicídio em Codó, porém foi interceptada e presa.

Com os dois, foram encontrados:

Três munições intactas, uma moto POP 100, de placa NXC 0551 e R$ 45600 (quatrocentos e cinquenta e seis reais).

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Os dois foram apresentados na delegacia e estará à disposição do delegado regional para procedimentos legais.

PM de folga morre ao reagir e tentar prender criminoso em Chapadinha

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Na manhã de ontem, terça-feira, 14, um Policial Militar da cidade de Chapadinha foi morto a tiros próximo a Caixa Econômica.

De acordo com informações, o bandido estava fugindo de uma perseguição da PM, e já nas proximidades da Caixa Econômica, o Militar Ozienne Queiroz que estava de folga, viu toda ação e sacou sua arma reagindo tentando prender o assaltante que estava em fuga. O assaltante estava armado e houve uma troca de tiros e o bandido acertou o militar na região do abdômen.

O Militar então foi socorrido, mas morreu minutos depois no Hospital Antonio Pontes de Aguiar (HAPA).

O bandido foi rendido e preso, ele foi conduzido para a sede do 16º Batalhão da PM.

Fonte: Blog do Foguinho