Cidade de Codó ainda deixa a desejar com políticas de mobilidade urbana e prefeito parece não estar preocupado

A cidade de Codó tem uma população estimada em 123 mil pessoas e 50% destas residem no perímetro urbano da cidade. O cidadão pode procurar um  espaço que esteja acessível a todos que certamente não encontrará.

Mesmo tendo os órgãos fiscalizadores (Câmara de vereadores e Ministério Público e sociedade civil organizada), o Executivo Municipal parece abrir mão de oferecer qualidade de vida a uma pequena parcela da sociedade formada pelos portadores  de deficiências.

Lei de mobilidade urbana

Em 2012 foi sancionada a Lei de Mobilidade Urbana que deve ser aplicada em municípios de mais de 20.000 habitantes.

A lei obriga aos municípios a elaborar um plano de mobilidade urbana que tenha como objetivos:

  • melhorar o deslocamento das pessoas pela cidade;
  • integrar os diferentes meios de transportes;
  • estabelecer um preço acessível para as tarifas dos mesmos.

O prazo era até janeiro de 2015 e até esta data somente 5% das prefeituras tinha entregue o plano. Assim, foi estabelecido que as cidades poderiam apresentar seus projetos até abril de 2018.

Mesmo assim, a lei foi saudada por especialistas como um avanço entre o poder político e a sociedade civil. Além disso, obriga os municípios a trabalhar com planejamento e questões a longo prazo.

É bem verdade que o número de cadeirantes é inexpressivo, porém, nenhum gestor pode abrir mão de elaborar políticas públicas voltadas aos deficientes físicos, e sem sombra de dúvida um Plano de Mobilidade Urbana viria a amenizar o sofrimento daqueles que gostariam de frequentar as ruas do Centro Comercial, ir ao Fórum ou até mesmo frequentar uma escola.

Em Codó nem mesmo o Poder Judiciário parece não estar preocupado com a inoperância do prefeito Francisco Nagib, pois o exemplo de fiscalização deveria vir de casa e vejam que nem mesmo o um cadeirante que queira sair da escola João Ribeiro, atravessar a avenida para ir ao Fórum de nossa cidade teria condições favoráveis de acessibilidade, pois o canteiro central da Avenida João Ribeiro não é favorável para uma travessia, servindo de barreira.

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