Biné Figueiredo com um pé na prefeitura de Codó, se Zé Francisco perder o mandato Camilo assume

Tendo que amargar uma proibição de disputar as últimas eleições por condenação na justiça, Biné Figueiredo, ex-prefeito de Codó por dois mandatos, assumiu uma espécie de liderança que contribuiu com a vitória nas urnas de José Francisco, médico que tentava um lugar de destaque na política codoense, mas que apenas figurava como coadjuvante nas disputas eleitorais anteriores, com exceção à disputa a deputado federal em 2018.

Carregando nas costas, um potencial de mais de 20 mil votos, Biné Figueiredo tentou emplacar o filho, ex-deputado Camilo Figueiredo na disputa em 2020, porém sem sucesso. Camilo, durante quase 20 anos como deputado, foi um parlamentar que sequer deixou saudade ou lembranças.

Depois Biné tentou alavancar a candidatura do Neto, atualmente vereador, também não rendeu bons frutos. O cerco fechou e o que era para ter sido uma escolha pela analise de pesquisas realizadas dentre os nomes cotados pelo “Grupão Liberta Codó”, fez com que Biné aprovasse o nome de Zé Francisco para representar o grupo político na disputa ao poder Executivo.

Com a derrota de Zito Rolim nas urnas, gerou se a expectativa de que a composição da equipe de Zé Francisco pudesse ter nomes de peso indicados por Biné, mas Zé Francisco não deu ouvidos aos conselhos do líder e seguiu carreira quase que solo.

Durante quase 8 meses, Biné silenciou, não brigou, não cobrou publicamente e aos poucos Zé Francisco foi se afastando do líder do Grupão.

Resultado, em menos de um ano, Biné está com os pés fora da prefeitura na gestão do médico e direcionará os rumos políticos do que restou de seu grupo e à beira de uma investigação contra Zé Francisco, que pode culminar com a cassação do mandato de Zé e daí a volta ao poder por meio de seu filho, vice prefeito de Codó.

Alguém arrisca palpitar de que mais mudanças podem surgir?

 

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