Em Codó, mulher invade Escola Pública de Ensino Médio e agride aluna dentro do banheiro

Um fato preocupante aconteceu nesta quinta-feira em Codó. Não bastando o exemplo do caso de Suzano-SP, onde dois homens invadiram uma escola pública, matando 8 estudantes, em Codó uma mulher invadiu a escola de Ensino Médio “Luzenir Matta Roma” e utilizando de meios violentos agrediu uma estudante sem ao menos ter sido abordada pela segurança na portaria.

Mas que segurança?

Ainda durante as agressões, funcionários acionaram a polícia que ao chegar ao local, ainda encontrou Nayra Adriele Guimarães, 24 anos (agressora) e a conduziu para a delegacia. A menor T.A.L.F de 17 anos (vítima), teria sido agredida após mandar mensagens em uma rede social ameaçando a agressora e ter tido relação amorosa com um suposto ex namorado da agressora..

Na verdade a escola Luzenir Matta Roma, não conta com vigilância especializada, o que há é o revezamento de funcionários que acompanham a entrada dos estudantes, infelizmente é uma realidade de todas as escolas estaduais de Codó.

Acompanhamos ao longo dos últimos anos o desrespeito do governo com os estudantes, onde vigilantes capacitados que trabalhavam na segurança e vigilância das escolas estaduais ficaram até seis meses com salários atrasados, pois a empresa que ganhara a licitação para oferecer o serviço não recebera do governo estadual os repasses devidos e aos poucos os próprios vigilantes foram abandonando os postos de serviço.

Mesmo depois do ocorrido em São Paulo, nenhuma medida foi tomada para melhorar as condições de segurança dos alunos do interior, deixando a entender que, escolas seguras só devem existir na capital. Isso é uma vergonha.

Esgoto ao lado do Parque Ambiental da Trizidela em Codó põe em risco a saúde e possibilidade de acidentes de freqüentadores

Uma obra que poderia gerar bem estar e lazer à população codoense, com a prática de atividades saudáveis como: caminhada, corrida, dança, pedaladas e patinação, está gerando uma certa desconfiança e dor de cabeça para muitos.

 Acontece que, a construção do espaço, que já trouxe preocupação aos moradores do seu entorno por conta do serviço mal feito no escoamento da água da chuva, ocasionando alagamentos das casas, agora outra consequência de um péssimo serviço é a quantidade de água de esgoto acumulada na lateral do parque.

Conforme constatamos, há um acúmulo de uma água podre e com coliformes fecais exposta à população que frequenta o local, inclusive, a água escorre sobre as pistas utilizadas por corredores e ciclistas que, com a criação de uma crosta de uma substância esverdeada conhecida por “limo”, podendo causar  quedas e até contaminação.

Em Codó, basta cair alguns pingos de chuva para aparecer vários pontos de alagamentos

Como característica marcante de uma cidade sem planejamento, Codó que conta com uma população estimada em 120 mil habitantes, ainda anda longe de ser considerada uma cidade que ofereça condições dignas com qualidade de vida aos seus moradores.

Cabe ao Poder Público, independente da esfera, elaborar políticas que possam viabilizar melhorias na saúde, educação e saneamento básico, cabendo aos órgãos fiscalizadores como por exemplo o Ministério Público, fiscalizar o integral cumprimento legal de cada um deles.

Acontece que em Codó, não conseguimos ver a atuação de nenhum deles na sua integralidade. Um Poder, faz de conta que trabalha e os fiscalizadores fazem de conta que fiscalizam e assim vamos vivendo. Aos trancos e barrancos enquanto a cidade sofre, sem políticas concretas de geração da tão sonhada qualidade de vida onde, uma simples chuva pode causar tantos transtornos.

Ministro do STJ determina internação de João de Deus em hospital de Goiânia

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro atendeu pedido urgente da defesa, feito por meio de petição avulsa em habeas corpus, e determinou a internação do médium João de Deus no Instituto de Neurologia de Goiânia, para um período inicial de quatro semanas de tratamento. Acusado de abuso sexual, o médium está preso desde 16 de dezembro.

Nefi Cordeiro ressalvou que o médico responsável pelo tratamento deverá comunicar qualquer melhoria antecipada no estado de saúde do paciente que permita sua transferência para tratamento na unidade prisional, ou eventuais alterações relevantes do quadro de saúde na fase final do prazo de quatro semanas.

Para prevenir tentativa de fuga, o ministro determinou que João de Deus seja acompanhado por escolta policial no local de tratamento médico ou submetido a monitoramento eletrônico.

Risco à vida

A defesa apresentou documentação, conforme havia determinado anteriormente o STJ, para demonstrar a gravidade do estado de saúde do médium, que possui um aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura, sendo necessário o controle adequado da pressão arterial. Sustentou ainda que a unidade prisional em que ele se encontra não dispõe de médicos suficientes para acompanharem todos os presos e que a medicação administrada ao paciente é inapropriada.

Segundo o relator do habeas corpus no STJ, a concessão da medida protetiva se deu em virtude da apresentação de provas de que há risco à vida do paciente. “Não se faz agora a valoração como certa da incapacidade de tratamento regular pelo Estado, mas se admite a existência de prova indicadora de graves riscos atuais”, disse o ministro Nefi Cordeiro.

Para o relator, a condição de risco social que levou à decretação da prisão cautelar não afasta do acusado o direito à dignidade e à saúde.

“Tampouco cabe distinguir nesta decisão proteção melhor ou diferenciada ao paciente. É proteção que a todos os presos em igual situação deve ser assegurada: não se preserva a isonomia de tratamento com o mal-estar de todos, mas com a garantia de tratamento de saúde – especialmente emergencial –, com eficiência, a todos”, frisou.

Para Nefi Cordeiro, a vida, em qualquer processo ou fase processual, é o primeiro e mais relevante interesse a ser protegido.

“Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional”, concluiu o ministro.

Foi determinado ainda que o tratamento seja pago por João de Deus.

Cresce a cada ano o número de crianças atendidas pela educação especial no Brasil

Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down busca conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito e da inclusão. Hoje, a presença nos colégios regulares de alunos com síndrome de Down não só é uma realidade, como o número de crianças atendidas pela educação especial tem aumentado a cada ano. Os desafios persistem, mas, a cada ano, esse apelo ganha mais força nas escolas.

Em 1998, cerca de 200 mil crianças que necessitavam de educação especial estavam matriculadas nas classes comuns da educação básica. Em 2014, elas já eram quase 700 mil, distribuídas em 80% das mais de 145 mil escolas em todo o país. O número de alunos da educação especial ultrapassou a barreira de um milhão em 2017 e, em 2018, chegou a 1,18 milhões, registrando um crescimento de quase 11% em apenas um ano. A maior parte, pouco mais de 992 mil, estuda em escolas públicas do ensino regular.

Para a diretora de Educação Especial do MEC, Patrícia Neves Raposo, a celebração internacional é essencial para reafirmar a inclusão social. “Essas datas são importantes para lembrar dessas diversidades que existem na sociedade; diversidades que caracterizam a humanidade. Também para reforçar sobre o respeito que a sociedade precisa ter em relação a essa diversidade, evitando-se, assim, o preconceito e, em muitos casos, a ação mais grave, que é a discriminação de uma pessoa por condição ou característica que ela apresenta”, destaca.

De acordo com Patrícia, as escolas devem se preparar cada vez mais para atender aos alunos com síndrome de Down e reconhecer as competências e capacidades que eles têm. “É preciso, muitas vezes, flexibilizar as atividades curriculares, para que eles tenham as necessidades atendidas”. A diretora reforçou, ainda, a importância da participação dos pais na educação. “Os pais também precisam entender que a educação e a aprendizagem são direitos da criança. É importante que eles acreditem e participem da educação de seus filhos”, conclui.

Elza Marques, 63 anos, moradora de Recife (PE), acompanhou a filha Jéssica nos estudos desde pequena e lembra que a maior dificuldade surgiu de onde menos se esperava. “As dificuldades no início sempre existem. Pensei que encontraria isso nos professores, na escola, mas, no nosso caso, foram os outros pais”, lamenta. “Infelizmente, muitas pessoas não entendem sobre direitos iguais e inclusão e acreditam que alunos com síndrome de Down precisam ir para uma escola especial. Nunca deixei ela se envolver demais com as dificuldades e sempre estive ao lado dela”.

A pernambucana relata que se surpreendeu com o ensino público e mostra seu orgulho com a filha, hoje com 27 anos e prestes a concluir o ensino superior no Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau). “Ela estudou tanto em colégio público quanto em particular, e a escola pública foi ótima para ela, muito melhor que a privada. Tudo transcorreu bem com a educação dela e hoje estou feliz por Jéssica estar concluindo a faculdade de Fotografia. Todos têm direito à educação, independente da condição”, comemora.

Rosyneide Soares é mãe de Luna e tem um canal no YouTube onde fala dos desafios e conquistas com a filha (Foto: Arquivo pessoal)Rosyneide Batista Soares, 32 anos, é mãe de Luna, de apenas 1 anos e meio. A moradora do Distrito Federal já se prepara para a educação da pequena e participa de grupos de mensagens, a fim de aprender mais com outros pais que também têm filhos com síndrome de Down. Ela, inclusive, abriu um canal no YouTube para transmitir a experiência. “Muitas vezes os pais se reúnem em grupos, pela internet, e acabam se ajudando e se informando”, diz. “Escuto muitos relatos de pessoas que tentam matricular seus filhos em escolas particulares e são barrados. Por outro lado, nunca ouvi dos pais qualquer dificuldade de fazer o mesmo na rede pública de ensino. A inclusão social em escolas públicas está de parabéns.”

A mãe de Luna acha louvável tudo o que já foi feito e conquistado em relação à inclusão social dos portadores de síndrome de Down, tanto na área pública quanto na privada, mas acredita que a luta deve continuar sempre. “É preciso um ajuste contínuo, fazer com que cada vez mais a causa seja vista por todos. Por isso, ter um dia internacional é importante. Tenho um canal no YouTube, o Rosy Ramos, onde falo dos desafios com a minha filha, das conquistas, da minha experiência e tudo aquilo que pode ajudar a outros pais a lidar com a síndrome de Down”, conclui.

Especialização – A rede pública de ensino atende a todos os alunos especiais, independe da condição, como explica a diretora Patrícia Neves Raposo. “O MEC não identifica ou classifica especificamente uma ou outra síndrome. O que acontece é que todos têm direito à educação. Então, aqueles estudantes que têm demandas educacionais que exigem no seu processo de escolarização serviços e recursos especializados, esses compõem o público apoiado pela educação especial”, explica. Segundo Patrícia, os próprios professores da escola, além de profissionais especializados, vão identificar quais necessidades são essas e organizar a escola de forma a atendê-las. “O sistema de ensino atende essas necessidades por meio de vários programas. Estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidade/superdotação são atendidos por programas que visam, por exemplo, acessibilidade arquitetônica, aquisição de tecnologia assistiva, salas de recursos multifuncionais, entre outros”.

Diversos professores da rede pública são formados para a educação especial, tanto para atuar no atendimento educacional especializado, dirigido a esse público, quanto para auxiliar os professores da classe comum do ensino regular que recebem esses estudantes. “Cada um dos estudantes tem um processo escolar, tem a sua singularidade. Por isso, capacitamos os professores para que eles tenham uma prática apoiada em conhecimento teórico, para que os levem a um atendimento adequado. Assim, eles podem conhecer as potencialidades que esses estudantes têm”, ressalta Patrícia.

A diretora do MEC afirma que muitos professores se interessam pelo assunto e já fazem especializações para atender melhor aos alunos que necessitam de apoio da educação especial, antes mesmo de haver demanda. Patrícia explica que, se uma escola recebe um aluno com essas necessidades e não tem em seu quadro um docente com a especificação, são indicados professores para se capacitarem. “Cerca de 80% das escolas públicas têm, pelo menos, um aluno atendido pela educação especial. Essas instituições já têm profissionais capacitados na área. As especializações são feitas por meio de uma parceria do MEC com universidades, ou por meio dos estados e municípios, que também podem realizar formação de acordo com a demanda”, garante. “O MEC, por meio dos seus programas e ações, tem apoiado sistemas de ensino para garantir o acesso à participação e aprendizagem de todos os alunos”.

Assessoria de Comunicação Social

Iniciando o terceiro ano de gestão, prefeito Nagib ainda não decolou como gestor referência para o estado

Muito se especulou a respeito de uma gestão municipal que pudesse elevar o nome da cidade de Codó para o estado do Maranhão. Algo que pudesse encantar outros municípios e também projetasse o nome do atual prefeito Francisco Nagib para além das fronteiras. Foi o que se pensou.

Depois de dois anos para arrumar a casa, sob alegação de crise em todos os municípios, Nagib não conseguiu se quer oferecer dignidade aos que procuram um posto de saúde ou até mesmo o Hospital Geral Municipal.

Ainda em campanha eleitoral, Francisco Nagib prometeu acabar com as longas filas para marcação de exames e consultas, esse era o desejo, mas a realidade ainda é a mesma que se arrasta ao longo dos últimos 10 anos em Codó.

No campo educacional, o município amarga uma estagnação nos índices que medem a qualidade do ensino no município, muitas escolas com estruturas comprometedoras, pondo em risco a integridade física de professores e alunos. Foi prometido ainda que as escolas de taipa seriam extintas da Zona Rural, mas poucas foram substituídas, pois a maioria foram fechadas e alunos remanejados para povoados mais próximos dos seus.

Ainda na Educação, nem mesmo os programas do Governo Federal estão sendo ofertados, pois há um número de escolas considerável com pendências administrativas, principalmente no tocante à parte financeira. Um exemplo disso é o Programa Segundo Tempo, que atendia quase todas as escolas da sede, mas hoje a realidade é de tristeza, pois antes os alunos praticavam atividades esportivas no contra turno, mas hoje somente a ociosidade e a vulnerabilidade à prostituição e às drogas, já que o prefeito prometeu transformar a Educação  municipal em tempo Integral, mas essa foi mais promessa não cumprida.

Sem uma fiscalização do Poder Legislativo, pois a maioria dos vereadores de Codó não têm se quer respaldo moral para barrar ou cobrar do Executivo uma postura mais plausível com a população codoense, Nagib vai levando seu governo no Banho Maria, onde tentará no último ano de gestão apostar todas as fichas para conquistar em cima da hora a confiança do eleitorado e tentar a reeleição. Apesar de dizer que enxugou a máquina demitindo vários servidores contratados, Nagib não consegue dar uma cara própria à sua gestão, pois as poucas ações que encontramos na cidade, são oriundas dos governos estadual e federal.

Enquanto isso, teremos que aguardar novos ares para a cidade, ao tempo que devemos torcer para uma mudança radical na gestão municipal para a melhoria das condições de vida da população codoense.

Operação conjunta da Polícia Civil prende suspeito de tráfico de drogas em Imperatriz

A Polícia Civil do Maranhão, através da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico de Imperatriz/MA (Senarc/ITZ), em Operação conjunta com a 10ª Delegacia Regional de Imperatriz/MA (10ª DRI), prenderam na terça-feira (19) por volta das 16h30, Pedro Henrique de Sá Nascimento, pelo crime de tráfico de drogas.

Na ocasião foi apreendido no interior de sua residência 18 (dezoito) porções de crack, aproximadamente 330g (trezentos e trinta gramas) de cocaína e 01 (uma) balança de precisão; Devido a informações oferecidas através do Disk Denúncia da Senarc/ITZ, bem como a investigações relativas a fornecedores de drogas na região do bairro Conjunto Vitória, na cidade de Imperatriz/MA, chegou-se a residência de Pedro Henrique, local onde eram comercializados entorpecentes.

A Delegacia de Repressão ao Narcotráfico de Imperatriz/MA, reitera o pedido a sociedade no sentido de que colabore com informações relativas a pontos de vendas de drogas, podendo tais denúncias serem realizadas através do WhatsApp Denúncias da Senarc/ITZ – (99)-99156-4783.

ASSCOM – PC MA

Advogado de Codó, Yuri Corrêa é empossado como Membro do Conselho Federal da OAB em Brasília

Na manhã desta segunda (18/03), o advogado Yuri Brito Corrêa, que nasceu em Belém-PA, mas que veio ainda novo para o Maranhão, chegando em Codó em 1982.  Yuri Corrêa é filho de codoense e foi nomeado membro Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. A solenidade aconteceu na Sede do Conselho Federal da OAB em Brasília.

Para os codoenses a escolha do advogado Yuri Corrêa é motivo de grande satisfação, ter um advogado que cresceu na cidade, ocupando uma função tão importante como a atribuída a ele pelo presidente  Nacional da OAB,  Felipe Santa Cruz,  passando ao advogado de Codó a  função de  membro da Comissão de  Combate da Corrupção e impunidade do Conselho Federal,  uma das mais importantes do Conselho.

É a primeira vez que um advogado de Codó ocupa o cargo no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

“Sou apenas um advogado codoense… filho de codoense e com o sonho de fazer algo por nosso país, nosso estado e em.especial nossa Codó. Tenho a grata satisfação e o orgulho em ser o primeiro advogado codoense a ocupar tão importante cargo no Conselho Federal da OAB” , declarou o advogado logo após a sua posse.

O blog do Bezerra, tem a felicidade de publicar em primeira mão a matéria em reconhecimento desse grande feito, ao nosso amigo, advogado Yure Corrêa.

Decisão histórica condenou propaganda de alimentos dirigida ao público infantil

“Apelamos às nações que regulamentem a publicidade dirigida às crianças, de acordo com o dever dos Estados de proteger os menores de danos. Tais campanhas comerciais têm o potencial de moldar o comportamento de consumo e financeiro das crianças a longo prazo e elas estão crescendo em número e alcance”, pediram especialistas da ONU em 2016, em texto publicado por ocasião do Dia Internacional da Juventude.

No início do mesmo ano, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento histórico, criou o primeiro precedente que considerou abusiva a publicidade de alimentos dirigida direta ou indiretamente ao público infantil. Em seu voto, o ministro relator do caso, Humberto Martins, destacou a existência de ilegalidade em campanhas publicitárias de fundo comercial que “utilizem ou manipulem o universo lúdico infantil”.

“A compra e o consumo de gêneros alimentícios, sobretudo em época de crise de obesidade, deve residir com os pais”, afirmou o magistrado.

Assim como o relator, o ministro Herman Benjamin, especialista em direito do consumidor, destacou a titularidade da família sobre a decisão a respeito daquilo que deve ser consumido pelas crianças.

“Decisão sobre alimento, como medicamento, não é para ser tomada pelos fornecedores. Eles podem oferecer os produtos, mas sem retirar a autonomia dos pais, e mais do que tudo, não dirigir esses anúncios às crianças e, pela porta dos fundos, de novo tolherem essa autonomia dos pais”, afirmou o ministro.

O olhar dos pais

Rebeca Evangelista, moradora de Águas Claras (DF), é uma das mães brasileiras que enfrentam diariamente o desafio de educar os filhos sem, contudo, excluí-los por completo do acesso aos meios de informação. Para ela, é necessário ter equilíbrio; é importante que a família, a sociedade e o Estado cuidem do que as crianças veem na TV e nas mídias sociais, pois esse conteúdo pode interferir no comportamento e na autoestima dos pequenos.

“A criança ainda está estruturando sua personalidade. Quem eu sou? Do que eu gosto? Do que eu não gosto? Nesse momento há uma busca pela aceitação, a criança quer ser aceita pelos amigos, e também tem a questão da autoestima. Então, se a propaganda fala que algo é legal, que todo mundo está consumindo, que todo mundo está usando, e a criança não tem aquilo, já é uma forma dela se sentir inferior, complexada, excluída.”

Rebeca – mãe de João, de dois anos, e madrasta de Lucas, de 12 – destacou ainda o fato de que a rotina intensa de trabalho dos pais contribui para que a educação das crianças fique cada vez mais “terceirizada” e a TV e as mídias ganhem espaço no imaginário infantil.

“É impossível nos dias de hoje deixar uma criança longe da televisão e das redes sociais. O interessante é sempre conversar, saber da vida do filho, para ajudar nesse processo de amadurecimento e formação de senso crítico.”

Obesidade

A decisão do STJ representou uma importante etapa no desafio enfrentado pela sociedade brasileira no combate à obesidade infantil, além de proteger as crianças de práticas publicitárias abusivas que conduzem à cultura do consumo, presente em todo o mundo e fomentada pelo uso excessivo e indevido dos meios de comunicação – principalmente a TV e a internet.

Um estudo realizado em junho de 2018 pela revista Crescer aponta que 38% das crianças com menos de dois anos já têm um aparelho digital. A pesquisa TIC Kids On-line Brasil 2017, divulgada também em 2018 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revela que cerca de oito em cada dez crianças e adolescentes (85%) com idades entre 9 e 17 anos eram usuários de internet em 2017 – o que corresponde a 24,7 milhões de jovens nessa faixa etária em todo o país.

Venda casada

O processo chegou ao STJ após a empresa Pandurata Alimentos, dona da marca Bauducco, recorrer de decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que julgou procedente Ação Civil Pública (ACP) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e considerou como venda casada a campanha “É Hora de Shrek”.

Na promoção, a Bauducco condicionava a aquisição de um relógio de pulso com a imagem do ogro Shrek e de outros personagens do desenho à apresentação de cinco embalagens dos produtos “Gulosos”, além do pagamento adicional de R$ 5,00.

A ACP teve origem em atuação do Instituto Alana, que alegou abuso da campanha e intenção de venda casada.

“A propaganda que se dirige a uma criança de cinco anos, que condiciona a venda do relógio à compra de biscoitos, não é abusiva? O mundo caminha para a frente. O Tribunal da Cidadania deve mandar um recado em alto e bom som: que as crianças serão, sim, protegidas”, sustentou a advogada do instituto no julgamento do caso.

Decisão correta

Rebeca Evangelista concorda com a decisão do STJ, pois, segundo disse, ela traz segurança para os pais e principalmente para as crianças, que não conseguem se defender das armadilhas desse tipo de publicidade.

“Eu, como mãe, acho muito correta a decisão do STJ. As crianças são mais importantes do que qualquer coisa, precisam ter seus diretos defendidos pelo Estado e por todos, e as empresas precisam ter responsabilidade ao divulgar seus produtos. Afinal, elas estão passando informações para alguém que ainda não tem capacidade de escolha. ”

A turma

A decisão da Segunda Turma foi unânime. Faziam parte do colegiado à época os ministros Assusete Magalhães (presidente), Humberto Martins (relator), Mauro Campbell Marques, Herman Benjamin e Diva Malerbi (desembargadora convocada do TRF3).

Ditador “Amovelar” consegue transferência de Policial Militar que agiu no estrito cumprimento da Lei


É lamentável que, em pleno século XXI, ainda tenhamos que vivenciar a triste situação em que políticos inescrupulosos e sem idoneidade moral exerçam interferência na vida de profissionais da mais alta qualidade e que por força de interesses politiqueiros mostram força diante do Estado para neutralizar a ação daqueles que desempenham suas funções públicas em conformidade com a Lei.
Defender a população dos criminosos seja uma das mais nobres das profissões, como é o caso dos policiais, tanto Civis, Militares e Federais. Não há nada tão edificante para esses profissionais que trabalham de forma a colocar suas próprias vidas em risco em prol de uma causa, proteger o bem mas precioso da sociedade, que é a vida.
Em Coroatá, cidade com menos de 100mil habitantes tem a tradição de seus políticos exercerem a punhos de ferro o controle do pensamento, da ação, e da liberdade. Quando me refiro desta última, falo daqueles que atuam de forma exemplar e digna, que não vendem a alma por votos ou por qualquer interesses que firam a honra e a dignidade da população.
Tradicionalmente em Coroatá, os prefeitos que por lá passam se acham que são a autoridade máxima da cidade, acham que estão superiores ao Legislativo, Judiciário e Ministério Público. Inclusive alguns promotores e juízes já sentiram na pele o sabor de uma transferência após desagradar interesses dos políticos. Isso é lamentável.
Atualmente a política de Coroatá passou por um desses dissabores, um soldado do mais alto gabarito foi transferido após tentar fazer cumprir a Lei. Mas o prefeito de Coroatá, que de prefeito nem perfil tem, pediu a transferência do policial ao governo do estado. Mesmo tendo o profissional agido de acordo com os padrões técnicos e operacionais aprendidos durante a militar. Mas por se tratar de uma ocorrência onde estava o prefeito da cidade e um grupinho de alcoólatras de protegidos, a ocorrência ganhou dimensão. Luis Amovelar Filho acha que é o representante do Estado na cidade, subestimando os legalmente constituídos.
Na verdade a população de Coroatá sabe do perfil de prefeito que tem: de turista, fanfarrão, desrespeitador das autoridades constituídas e por aí vai. Foi assim que começou a derrocada do ex prefeito daquela cidade, Ricardo Murad que age de forma dura àqueles que ousa contrariá-lo. E todos sabem qual foi a resposta que a população deu nele por duas vezes seguidas nas urnas.
Há boatos rolando na cidade que, o próximo será o comandante do 24° BPM, que saiu na proteção do seu soldado e não concordou com a atitude ditadora do Luis Amovelar.