Governo promove melhorias no atendimento de urgência e emergência do Hospital Regional de Barreirinhas

Com cerca de 5 mil atendimentos por mês, o Hospital Regional de Barreirinhas (HRB) ganhou uma nova recepção, com triagem e sala de estabilização, reforçando a assistência aos pacientes de urgência e emergência que buscam a unidade. O investimento na unidade, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), beneficia moradores de toda a região.

“Cuidar das pessoas é algo que faz parte da nossa caminhada cotidiana. A gestão do governador Flávio Dino serve à população e ficamos muito felizes de estar no município para comemorar esse avanço. Com a entrega desse novo espaço, damos mais um passo em direção a um cenário cada vez melhor”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

A unidade oferece atendimento em clínicas geral, médica e pediátrica. Com a nova recepção, os pacientes que necessitarem de assistência de urgência e emergência poderão passar por uma triagem, garantindo maior precisão no atendimento. No espaço, foram instaladas uma sala de classificação de risco com enfermeiro de plantão e uma sala de estabilização.

O espaço conta ainda com dois leitos de estabilização, com assistência de enfermagem 24 horas. O presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), Marcos Grande, ressaltou que os investimentos são contínuos. “O trabalho nas unidades de saúde por todo o estado tem beneficiado a população maranhense. Cada atendimento realizado é uma vida que estamos ajudando”, enfatizou.

Depois de ter feito uma cirurgia no pé esquerdo, dona Lenir Sousa, de 48 anos, avaliou positivamente o novo espaço. “Eu sou paciente do hospital há um ano e sempre gostei do atendimento. Agora com as novas instalações estou ainda mais satisfeita”, disse.

Segundo o diretor geral da unidade, Adler Gomes, a nova recepção beneficia toda a região. “A entrega do novo espaço não só amplia a nossa unidade, mas também soma a um conjunto de outros investimentos realizados, tornando-a ainda mais referência para diversos municípios”, disse.

O prefeito de Barreirinhas, Amílcar Rocha, acompanhou a inauguração da recepção e destacou o compromisso do Governo do Estado com o município e a região. “O importante é que todos esses gestos, desde os maiores aos menores, vêm para beneficiar o nosso povo. Por isso, a população se alegra pela boa gestão que está sendo feita e isso é percebido nos hospitais e no atendimento prestado”, afirmou.

Além do atendimento de urgência e emergência, o Hospital Regional de Barreirinhas oferta serviços de alta complexidade e reforça a assistência em saúde nas Regionais de Rosário e Chapadinha, contemplando municípios como Barreirinhas, Chapadinha, São Bernardo, Araioses, Água Doce do Maranhão, Axixá, Anapurus, Belágua, Bacabeira, Cachoeira Grande, Humberto de Campos, Icatu, Morros, Primeira Cruz, Paulino Neves, Presidente Juscelino, Rosário, Santo Amaro do Maranhão, Santa Quitéria do Maranhão, Santana do Maranhão, Tutóia e Urbano Santos.

Sétimo caso de febre do Nilo Ocidental registrado no Piauí

No final de abril, o Piauí registrou mais um caso de febre do Nilo Ocidental, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) em seu site oficial.

Trata-se de um adulto jovem (sem o nome divulgado) que sofreu um quadro de meningoencefalite, sendo internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (UDM), em Teresina.

Segundo a Sesapi, a internação aconteceu em fevereiro deste ano, quando o paciente, que mora na zona urbana de Água Branca, começou a sentir os primeiros sintomas durante uma viagem a São Paulo.

Este é o sétimo caso de febre do Nilo Ocidental diagnosticado no Piauí. Os outros seis casos eram de moradores das seguintes cidades do estado: Aroeiras do Itaim (2014), Picos (2017), Piripiri (2017), Lagoa Alegre (2019), Teresina (2019) e Amarante (2019). Também já foram notificados casos em animais no país, em Espírito Santo (2018), Ceará (2019) e São Paulo (2019).

Em 2017, ocorreu o primeiro e único óbito da enfermidade no Brasil, na cidade de Piripiri, em Piauí. Tratava- se de uma idosa, que não teve o nome divulgado.

Transmissão e sintomas

A febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um Flavivírus, principalmente pela picada de mosquito do gênero Culex (pernilongo) e tem como reservatório aves silvestres.

Em humanos, essa infecção acontece através de aves silvestres migratórias, que também foram picadas pelo mosquito.

A infecção em indivíduos pode ser assintomática. Apenas 20% deles desenvolvem os sintomas, como febre aguda, anorexia, náusea, vômitos, dor nos olhos, cefaleia, dor muscular, exantema maculopapular e linfadenopatia. Podem ocorrer ainda manifestações neurológicas como encefalite, meningoencefalite e síndrome de Guillain-Barré.

O melhor teste para a obtenção do diagnóstico é o teste de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro. O tratamento é sintomático, sem antivirais específicos. Os casos mais críticos precisam de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda não há vacina, mas estudos científicos estão em desenvolvimento.

Em 2003, foi criado o Sistema Nacional de Vigilância da Febre do Nilo Ocidental no Brasil, com base nas recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também: Pesquisadores isolam vírus do Nilo Ocidental no Brasil

Notificação

De acordo com a Portaria nº 204/GM/MS, todos os casos suspeitos da febre do Nilo Ocidental, sejam em humanos, aves ou equídeos, répteis ou qualquer outro animal devem ser notificados ao Ministério da Saúde imediatamente, em até 24 horas após a suspeita inicial.

Estudo com parceria brasileira

Em 2018, um estudo revelou que uma das linhagens do arbovírus, causador da febre do Nilo Ocidental, é pouco virulenta e seus efeitos são essencialmente brandos.

Essa descoberta pode abrir portas para o desenvolvimento de uma vacina, uma vez que os vírus poderão ser utilizados para estimular as defesas do organismo.

O estudo é o resultado de uma colaboração entre virologistas do Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB /USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Extraído do site: https://pebmed.com.br/